Durante evento no Planalto, Lula citou Congresso e Judiciário ao falar sobre avanço das organizações criminosas

Lívia Gennari Publicado em 12/05/2026, às 14h23
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (12), que o crime organizado no Brasil “nunca foi da favela” e defendeu que as autoridades ampliem o olhar sobre a atuação das facções criminosas para além das periferias. A declaração foi feita durante o lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, no Palácio do Planalto, em Brasília.
Durante o evento, Lula disse que o país ainda enfrenta um longo caminho no enfrentamento à criminalidade e destacou a necessidade de mudanças na relação entre as forças de segurança e o Poder Judiciário.
O crime organizado é outra coisa poderosa, muitas vezes está no Poder Judiciário, no Congresso Nacional, no futebol. Está espalhado por todas as categorias existentes", afirmou o presidente.
O chefe do Executivo também voltou a mencionar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula afirmou que entregou pessoalmente ao norte-americano uma lista com nomes de brasileiros supostamente ligados ao crime organizado que estariam vivendo em Miami, nos Estados Unidos. Segundo ele, o documento foi apresentado por escrito durante um encontro entre os dois líderes.
Investimento contra facções
O novo programa federal prevê investimentos de R$ 11 bilhões e será dividido em quatro eixos principais: combate às finanças das facções criminosas, reforço da segurança nos presídios, aumento da taxa de esclarecimento de homicídios e enfrentamento ao tráfico de armas e munições.
Entre as prioridades do governo está atingir diretamente o patrimônio e as fontes de renda das organizações criminosas, consideradas peças centrais para a expansão das facções em diferentes regiões do país. A estratégia inclui ações de inteligência financeira e integração entre órgãos de investigação.
Além dos recursos federais, o programa prevê ainda uma linha de crédito de R$ 10 bilhões destinada a estados, municípios e ao Distrito Federal. O objetivo é ampliar investimentos em tecnologia, viaturas, equipamentos e estrutura voltada à segurança pública.
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