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Partido dos Trabalhadores

Crescimento suspeito de filiações no PT gera tensão antes das eleições internas

O presidente interino do PT, Humberto Costa, afirma que o número de novas filiações e impugnações está dentro das expectativas do partido

O Partido dos Trabalhadores viu um aumento significativo de 341.315 novos membros, mas enfrenta impugnações que podem crescer até março. - Imagem: Reprodução | X (twitter) - @CNNBrasil
O Partido dos Trabalhadores viu um aumento significativo de 341.315 novos membros, mas enfrenta impugnações que podem crescer até março. - Imagem: Reprodução | X (twitter) - @CNNBrasil

por Marina Milani

Publicado em 11/03/2025, às 18h16


Recentemente, o Partido dos Trabalhadores (PT) tem testemunhado um crescimento notável em suas filiações, uma situação que gera inquietações entre os membros do partido, especialmente em um período tão decisivo, com a aproximação das eleições presidenciais. O prazo para novas adesões ao colégio eleitoral do PT encerrou-se no dia 28 de fevereiro, totalizando 341.315 novos membros. Essa cifra representa um aumento de 13%, resultando em um total de 2.940.000 filiados ao partido. Entretanto, cerca de 10.000 dessas novas adesões já estão sendo questionadas em diversas localidades, e a expectativa é que esse número de impugnações aumente até o dia 15 de março, data final para tais solicitações.

Segundo informações divulgadas pelo jornal Folha de São Paulo, duas correntes internas do PT expressaram preocupação com o crescimento aparentemente anômalo do número de filiados em várias cidades, incluindo aquelas onde o partido obteve resultados eleitorais insatisfatórios nas últimas eleições.

O aumento mais acentuado nas filiações foi observado na cidade de Pedra Branca, no Ceará, com um impressionante crescimento de 298%. Outras cidades também apresentaram aumentos significativos: Vieirópolis, no Pará, com 277%; Icó, no Ceará, com 270%; Maceió, em Alagoas, com 160%; e Maricá, no Rio de Janeiro, com 111%. Este expressivo incremento nas adesões acontece a poucos meses das eleições internas que determinarão o novo presidente do PT, cargo anteriormente ocupado por Gleisi Hoffmann, atualmente ministra das Relações Institucionais. A proximidade deste pleito interno torna o fenômeno ainda mais intrigante e suscita suspeitas sobre possíveis manobras políticas.

Em resposta às preocupações levantadas, o presidente interino do PT, senador Humberto Costa, afirmou que tanto o volume de novas filiações quanto os pedidos de impugnação estão dentro das expectativas do partido. Ele assegurou que existem instâncias apropriadas para investigar todos os casos apresentados.


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