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Investigação no Congresso

CPMI do INSS pode votar relatório final na próxima semana sem prorrogação

Comissão que apura fraudes em aposentadorias deve encerrar trabalhos até 28 de março; documento já ultrapassa 5 mil páginas e pode ser votado antes do prazo final.

Senador Carlos Viana afirma que CPMI do INSS pode votar relatório final na próxima semana - Imagem: Reprodução
Senador Carlos Viana afirma que CPMI do INSS pode votar relatório final na próxima semana - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 18/03/2026, às 13h26


A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no INSS pode concluir seus trabalhos na próxima semana, com a leitura e votação do relatório final prevista até o dia 26, caso não haja prorrogação.

O relatório, que já conta com mais de 5 mil páginas, deve incluir indiciamentos, detalhes sobre o esquema de fraudes e sugestões de mudanças legislativas, e será enviado a órgãos como o Ministério Público e a Polícia Federal para possíveis investigações criminais.

Ainda há incertezas sobre a prorrogação da CPMI, com um pedido pendente no Supremo Tribunal Federal e sem sinalizações do presidente do Congresso, o que pode impactar a continuidade das investigações e a profundidade das apurações.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pode entrar na fase final já na próxima semana. O presidente do colegiado, Carlos Viana, afirmou nesta quarta-feira (18) que a leitura e votação do relatório final devem ocorrer até quinta-feira (26), caso não haja prorrogação dos trabalhos.

Segundo o senador, o prazo oficial da comissão termina em 28 de março, um sábado, quando não há funcionamento do Congresso Nacional. Diante disso, a tendência é antecipar a conclusão dos trabalhos para garantir a votação dentro do período legal.

“A CPMI não tendo uma prorrogação aprovada, já imediatamente na semana que vem marco a data para a leitura do relatório”, declarou Viana. Ele também destacou a dimensão do material reunido durante as investigações. “Já temos mais de 5 mil páginas”, afirmou.

Relatório final e possível encerramento

O relatório está sob responsabilidade do relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar, e deve consolidar meses de investigação sobre um esquema nacional de fraudes envolvendo benefícios previdenciários.

A expectativa é que o documento reúna:

  • indiciamentos de suspeitos
  • detalhamento do funcionamento do esquema
  • responsabilidades de agentes públicos e privados
  • sugestões de mudanças na legislação

Caso aprovado, o relatório será encaminhado a órgãos como Ministério Público e Polícia Federal, que poderão dar continuidade às investigações na esfera criminal.

Impasse sobre prorrogação

Apesar da proximidade do prazo final, ainda há incerteza sobre a possibilidade de prorrogação da CPMI. Segundo Viana, até o momento não houve sinalização do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, sobre a extensão dos trabalhos.

Além disso, um pedido de prorrogação foi levado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de mandado de segurança, mas ainda não houve decisão. O caso está sob análise do ministro André Mendonça.

O presidente da comissão afirmou que continua defendendo a ampliação do prazo para aprofundar as investigações. “Espero, em nome dos aposentados e dos cidadãos que querem uma investigação limpa, que consigamos essa prorrogação”, disse.

O que investiga a CPMI do INSS

A comissão foi criada para apurar denúncias de fraudes em benefícios previdenciários, incluindo descontos indevidos em aposentadorias e pensões, além de possíveis irregularidades envolvendo entidades associativas e intermediários.

As investigações indicam a existência de um esquema que pode ter atingido beneficiários em diversas regiões do país, com suspeitas de:

  • inclusão indevida de cobranças em benefícios
  • uso de dados falsos em sistemas oficiais
  • atuação de organizações estruturadas para desviar recursos
  • possível participação de agentes públicos

O caso ganhou repercussão nacional devido ao impacto direto sobre aposentados e pensionistas, considerados um dos grupos mais vulneráveis economicamente.

Próximos passos

Caso o relatório seja lido e aprovado na próxima semana, a CPMI será oficialmente encerrada dentro do prazo legal. Se houver prorrogação, os trabalhos poderão continuar com novas oitivas e aprofundamento das investigações.

A decisão sobre o futuro da comissão deve ocorrer nos próximos dias e será determinante para o alcance final das apurações.


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