A PF mobilizou 25 policiais federais, incluindo alguns ligados à área de desvio de recursos públicos e de inteligência, além de três peritos, e o serviço de

Redação Publicado em 25/06/2018, às 00h00 - Atualizado às 14h03
Polícia Federal está realizando um último esforço para finalizar o chamado inquérito dos portos, que envolve o presidente Michel Temer, aliados dele e empresas do setor portuário.
No último dia 7 de maio, o ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu a prorrogação do prazo do inqúerito por 60 dias.Segundo informado ao blog, a previsão é que, com o esforço no final do prazo, a investigação seja concluída até 10 de julho.
A PF mobilizou 25 policiais federais, incluindo alguns ligados à área de desvio de recursos públicos e de inteligência, além de três peritos, e o serviço de perícia de informática do Instituto Nacional de Criminalística (INC), para a análise dos dados obtidos durante todo o período de investigação.
Está sendo utilizada a solução de acesso remoto aos dados (Sard), providenciada pela equipe do INC e pelos peritos de informática, que extraem todas as informações da operação e as colocam de forma disponível para acesso remoto, agilizando a análise e o cruzamento de dados.
Após essa última chamada de mobilização, os policiais federais vão trabalhar de forma ininterrupta nos próximos dias, inclusive nos dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo.
Dois delegados também foram colocados à disposição do investigador que preside o inquérito, delegado Cleyber Malta Lopes, com o intuito de auxiliá-lo no trabalho final da redação do inquérito.
O inquérito
Como revelou o blog na ocasião de abertura do inquérito, em setembro ano passado, Barroso afirmou que as provas colhidas mostravam, à época, que Rodrigo Rocha Loures, ex-deputado e ex-assessor de Temer, mencionava intermediários de repasses ilícitos para o presidente em troca de favorecimento da empresa Rodrimar. Temer sempre negou.
Durante a investigação, houve pedido de quebra de sigilo dos investigados. Policiais que atuam no caso chegaram a desarquivar um processo que correu nos anos 1990 e é relacionado a um ex-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (estatal administradora do porto de Santos) indicado para o cargo por Temer.
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