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Caso Bolsonaro

Cirurgia de Bolsonaro depende de aval do STF após pedido da defesa

Ex-presidente quer ser internado para tratar hérnia inguinal; PGR tem prazo de 24 horas para opinar

Defesa de Bolsonaro solicita autorização para cirurgia de hérnia inguinal em hospital particular após exames médicos - Imagem: Reprodução/Agência Brasil
Defesa de Bolsonaro solicita autorização para cirurgia de hérnia inguinal em hospital particular após exames médicos - Imagem: Reprodução/Agência Brasil

Gabriela Nogueira Publicado em 23/12/2025, às 11h47


O ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para deixar temporariamente a custódia da Polícia Federal, em Brasília, e ser transferido para um hospital particular da capital federal. O pedido tem como objetivo a realização de uma cirurgia para correção de uma hérnia inguinal, problema de saúde identificado após exames recentes.

A solicitação foi apresentada pela defesa nesta terça-feira (23). Os advogados pedem que Bolsonaro seja internado no Hospital DF Star para a realização de exames preparatórios e, em seguida, passe pelo procedimento cirúrgico, previsto pela equipe médica para ocorrer na quinta-feira. A autorização depende de decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.

De acordo com documentos enviados ao Supremo, a necessidade da cirurgia foi confirmada por uma perícia feita pela Polícia Federal. O laudo aponta que Bolsonaro apresenta hérnia inguinal bilateral, condição caracterizada por um abaulamento na região da virilha, nos dois lados do corpo. Embora o procedimento seja classificado como eletivo, os médicos recomendaram que seja feito o quanto antes para evitar agravamento do quadro.

A Procuradoria-Geral da República tem prazo de 24 horas para se manifestar sobre o pedido. Após o parecer da PGR, caberá a Moraes decidir se autoriza a transferência temporária do ex-presidente para o hospital. Em ocasiões anteriores, o ministro já permitiu cirurgias semelhantes após a confirmação médica do diagnóstico.

O laudo médico indica que houve uma piora progressiva da condição clínica, possivelmente associada ao aumento da pressão abdominal causado por episódios frequentes de tosse e soluços. Mesmo assim, o STF já negou pedidos anteriores da defesa para que Bolsonaro cumprisse pena em regime domiciliar.

Bolsonaro está preso desde 22 de novembro, após violar as regras impostas pelo uso de tornozeleira eletrônica. Segundo o processo, ele tentou danificar o equipamento, o que resultou no agravamento de sua situação judicial. O ex-presidente foi condenado a mais de 27 anos de prisão por crimes relacionados a ataques ao Estado Democrático de Direito.

Desde o atentado sofrido durante a campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro enfrenta uma série de problemas de saúde. Ao longo dos últimos anos, ele passou por diversas internações e cirurgias, principalmente relacionadas a complicações intestinais e hérnias, além de relatar crises respiratórias e outros quadros clínicos recorrentes.


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