Diário de São Paulo
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JUSTIÇA

Caso Marielle: MPRJ pede pena máxima para Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz

Réus foram capturados em março de 2019 na operação Lume, realizada em conjunto pelo MPRJ e pela Polícia Civil

Caso Marielle: MPRJ pede pena máxima para Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz - Imagem: Divulgação / PCERJ
Caso Marielle: MPRJ pede pena máxima para Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz - Imagem: Divulgação / PCERJ

William Oliveira Publicado em 29/10/2024, às 13h09


O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) está determinado a buscar a punição máxima para os acusados do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Durante o julgamento, que se inicia nesta quarta-feira (30), no IV Tribunal do Júri, o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do MPRJ irá argumentar para que as penas de Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz alcancem até 84 anos de reclusão.

Os réus enfrentam acusações de duplo homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio e receptação do veículo utilizado no crime ocorrido em 14 de março de 2018. Lessa e Queiroz foram capturados em março de 2019 na operação Lume, realizada em conjunto pelo MPRJ e pela Polícia Civil. Ambos confessaram o assassinato de Marielle Franco e firmaram acordos de delação premiada.

Para compor o júri deste caso complexo, 21 cidadãos foram convocados, dos quais sete serão escolhidos por sorteio no momento do julgamento. Durante o processo, os jurados permanecerão isolados nas instalações do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, sem comunicação com o exterior.

A acusação planeja ouvir depoimentos cruciais, incluindo o da jornalista Fernanda Chaves, a única sobrevivente do ataque, além de familiares das vítimas e dois policiais civis. O volumoso processo acumulou um total de 13.680 páginas, distribuídas em 68 volumes e 58 anexos.

Os réus participarão das audiências por videoconferência, devido à sua detenção em presídios federais. Ronnie Lessa está encarcerado no Complexo Penitenciário de Tremembé, em São Paulo, enquanto Élcio de Queiroz encontra-se em uma unidade prisional federal em Brasília.


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