A Amazônia lidera como a região mais afetada

Gabriela Thier Publicado em 14/10/2024, às 15h58
O Brasil enfrenta um cenário alarmante de incêndios florestais, com 226,6 mil focos registrados até o último domingo (13), segundo dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Este número representa um aumento significativo de 76% em relação ao mesmo período do ano anterior. A Amazônia lidera como a região mais afetada, concentrando 49,4% dos focos de incêndio. Em seguida, o Cerrado apresenta 32,1% dos registros.
O Pantanal, embora responsável por apenas 6% dos incêndios no país, destaca-se pelo expressivo aumento de 1.240% na incidência de focos em comparação a 2023. As previsões meteorológicas indicam chuvas intensas para algumas áreas da Amazônia e do Pantanal, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). No entanto, a expectativa é que a precipitação permaneça abaixo da média histórica na Região Norte até dezembro, agravando os baixos níveis de umidade do solo previstos para outubro.
O estado do Pará, parte da Amazônia, contabilizou 466 focos nas últimas 48 horas. No Mato Grosso, foram detectados 189 focos. Na região do Matopiba — que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — houve registro de 826 focos no mesmo período. Esta área está sob alerta devido à baixa umidade, aumentando o risco de incêndios florestais.
Para combater essa situação crítica, o governo federal mobilizou 3.732 profissionais que atuam nas regiões afetadas pelos incêndios na Amazônia, Pantanal e Cerrado. Além disso, estão em operação 28 aeronaves destinadas ao combate ao fogo. O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou que o governo está plenamente empenhado em auxiliar os estados impactados, ressaltando a importância da Sala de Situação para discutir medidas emergenciais diante das mudanças climáticas cada vez mais intensas.
Em paralelo aos incêndios, a seca agrava a situação em diversas regiões. A Agência Nacional das Águas e Saneamento Básico (ANA) declarou escassez hídrica nos rios Madeira e Purus no Amazonas; Tapajós e Xingú no Pará; além da região hidrográfica do Paraguai no Pantanal. A baixa dos rios isolou comunidades amazônicas e levou diversos cursos d'água a atingirem níveis historicamente baixos. Notavelmente, o Rio Paraguai registrou seu nível mais baixo desde 1964 na estação localizada em Ladário, Mato Grosso do Sul.
Leia também

Dom Rafael perde direitos dinásticos após anunciar casamento

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

Quase 900 cobras escapam de criadouro durante enchentes no sul da China

Messi fica fora de treino antes da semifinal da Copa do Mundo

Polícia Civil desmonta esquema com mais de 100 empresas de fachada e prende suspeito em São Paulo

Professor é espancado em estação da Linha 5-Lilás e diz ter sido alvo de homofobia

Espanha supera França, bate recorde de invencibilidade e garante vaga na final da Copa

Flávio Dino cobra explicações do Congresso e amplia investigação sobre emendas parlamentares

Lula sanciona lei que torna obrigatória educação política e cidadania nas escolas

França celebra a Bastilha, mas enfrenta uma batalha pela própria identidade