Diário de São Paulo
Siga-nos
DECISÃO

Bolsonaro recebe autorização do STF para visitas dos filhos

Além das visitas familiares, advogados e equipe médica também têm acesso, com diretrizes específicas para emergências de saúde

O ex-presidente Jair Bolsonaro com os filhos Flávio, Eduardo e Carlos - Imagem: Reprodução / Roberto Jayme / Ascom / TSE
O ex-presidente Jair Bolsonaro com os filhos Flávio, Eduardo e Carlos - Imagem: Reprodução / Roberto Jayme / Ascom / TSE

William Oliveira Publicado em 24/11/2025, às 11h31


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou que os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro realizem visitas a ele na Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre prisão preventiva desde o último sábado (22).

De acordo com a decisão divulgada neste domingo (23), as visitas serão realizadas individualmente, com duração máxima de 30 minutos cada. O vereador Carlos Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão agendados para visitar o pai na próxima terça-feira (25), das 9h às 11h, enquanto Renan Bolsonaro fará sua visita na quinta-feira (27), também no mesmo horário.

Além das visitas familiares, o ministro Moraes autorizou a presença de advogados e da equipe médica, estabelecendo diretrizes para a Polícia Federal em caso de emergências de saúde. Entre as orientações, destaca-se a recomendação de acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), considerado a opção mais rápida e segura.

No mesmo dia da decisão, Jair Bolsonaro recebeu a visita da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

A prisão preventiva do ex-presidente foi determinada por Moraes em razão de um possível risco de fuga, fundamentado na tentativa de violação da tornozeleira eletrônica por Bolsonaro e na vigília organizada por seu filho Flávio nas proximidades de sua residência durante o período de prisão domiciliar, o que poderia facilitar sua saída.

Na sexta-feira (21), véspera da detenção, Bolsonaro foi flagrado tentando abrir a tornozeleira eletrônica utilizando um ferro de solda. O incidente gerou alerta na Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seap), responsável pelo monitoramento do equipamento. A defesa do ex-presidente argumenta que ele apresentou sintomas de confusão e paranoia devido à interação entre medicamentos, alegando que houve colaboração na troca do dispositivo, desqualificando qualquer intenção de fuga.

Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses na ação penal relacionada à suposta trama golpista, e as penas dos demais réus podem ser executadas nas próximas semanas.


últimas notícias