Na última quarta-feira (26), o ex-presidente Jair Bolsonaro foi tornado réu pelo Supremo Tribunal Federal em um processo que investiga a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022

William Oliveira Publicado em 27/03/2025, às 10h45
Na última quarta-feira (26), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reafirmou sua posição como principal líder da direita brasileira para as eleições presidenciais de 2026. Durante uma coletiva de imprensa em Brasília, ele fez uma declaração provocativa sobre a possibilidade de outro candidato assumir seu lugar: "Se não for o Jair, vai ser o Messias. Quer um terceiro nome? Bolsonaro", destacando seu nome completo.
As declarações aconteceram em um momento delicado para Bolsonaro, que foi recentemente designado réu pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em um processo envolvendo tentativa de golpe de Estado. A Primeira Turma do STF aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que o acusa de envolvimento em um plano para desestabilizar os resultados das eleições de 2022.
Além de Bolsonaro, outros réus no mesmo processo incluem o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) e os ex-ministros Augusto Heleno, Anderson Torres, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira. O grupo também inclui Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. As acusações envolvem organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, com penas que podem ultrapassar 40 anos no total.
Adicionalmente, Jair Bolsonaro enfrenta inelegibilidade até 2030, conforme decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o condenou por abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação nas eleições de 2022. Apesar dessa adversidade legal, ele segue se posicionando como candidato para 2026. Em recente aparição no podcast com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Bolsonaro afirmou que só "passaria o bastão" após sua morte.
Durante a coletiva em Brasília, sua fala foi interrompida por um manifestante tocando a "Marcha Fúnebre" de Frédéric Chopin no trompete, o que gerou diversas reações. Com as recentes decisões do STF, o caminho está aberto para o julgamento do mérito das acusações contra Bolsonaro neste ano, quando será determinado se ele será condenado.
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