Bolsonaro pediu anistia para os envolvidos nos atos golpistas de 08 de janeiro

Manoela Cardozo Publicado em 30/11/2024, às 09h17
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), indiciado pela Polícia Federal por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa, fez um apelo público na última quinta-feira (28) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Bolsonaro pediu anistia para os envolvidos nos atos golpistas de 08 de janeiro, propondo que essa medida traria a “pacificação” do Brasil.
Durante entrevista à revista Oeste, Bolsonaro sugeriu “zerar o jogo daqui para frente”, comparando a situação atual à Lei da Anistia de 1979, que marcou o fim da ditadura militar. O ex-presidente afirmou que a anistia seria o caminho para superar os conflitos e pediu uma postura conciliatória por parte de Alexandre de Moraes e do presidente Lula.
“Para nós pacificarmos o Brasil, alguém tem que ceder. Quem tem que ceder? O senhor Alexandre de Moraes. Em 1979, foi anistiada gente que matou, que soltou bomba, que sequestrou, que roubou, que sequestrou avião. Vamos pacificar, zera o jogo daqui para frente. Agora, se tivesse uma palavra do Lula ou do Alexandre de Moraes no tocante à anistia, estava tudo resolvido. Não querem pacificar? Pacifica!”, declarou Bolsonaro.
O ex-presidente também fez um apelo direto aos demais ministros do STF, reforçando seu pedido de anistia como um passo fundamental para alcançar a paz no país. “Por favor, repensem, vamos partir para uma anistia, vai ser pacificado”, pontuou Bolsonaro.
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