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Bolsonaro deve ser operado em Brasília após obstrução intestinal

Ex-presidente enfrenta complicações devido ao atentado a faca sofrido em Juiz de Fora, em 2018, durante a campanha presidencial

Ex-presidente poderá ser submetido a nova cirurgia por sequelas do atentado sofrido em 2018 - Imagem: Reprodução | Redes Sociais
Ex-presidente poderá ser submetido a nova cirurgia por sequelas do atentado sofrido em 2018 - Imagem: Reprodução | Redes Sociais

Lívia Gennari Publicado em 13/04/2025, às 10h03


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderá submetido a uma nova cirurgia abdominal neste domingo (13), em Brasília. O procedimento acontece no Hospital DF Star, unidade onde Bolsonaro tem se tratado desde que sofreu uma facada durante a campanha eleitoral de 2018.

A equipe médica que acompanha o ex-presidente avalia a realização de um novo procedimento para verificar os danos causados pela obstrução intestinal. Os profissionais classificam a intervenção como necessária, devido o quadro complexo do ex-presidente, mas ainda aguardam exames complementares para definir os próximos passos do tratamento.

O ex-mandatário foi transportado em uma aeronave fretada, que já funcionou como Unidade de Terapia Intensiva (UTI móvel). A logística foi preparada pela equipe de apoio do ex-presidente ainda na noite de sábado (12), como forma de garantir atendimento imediato em caso de agravamento do quadro.

De acordo com aliados próximos, Bolsonaro começou a sentir dores abdominais na sexta-feira (11), durante um evento político no Rio Grande do Norte. Inicialmente atendido em um hospital de Santa Cruz (RN).

Desde o atentado com faca em 2018, Bolsonaro passou por pelo menos seis cirurgias abdominais. As intervenções foram necessárias para tratar complicações como hérnias e obstruções intestinais, consequências das lesões causadas pela facada. A lâmina atingiu alças intestinais e vasos sanguíneos, ficando a poucos milímetros de uma importante artéria abdominal, um desvio mínimo poderia ter sido fatal, segundo os médicos.

A primeira cirurgia, realizada ainda em Juiz de Fora, exigiu uma incisão de cerca de 30 centímetros. Desde então, a região se tornou sensível e vulnerável a novas complicações, o que exige atenção constante. Atividades de impacto e hábitos alimentares inadequados aumentam o risco de novos episódios de obstrução, o que reforça a necessidade de acompanhamento médico contínuo.

Desde que deixou a presidência, Bolsonaro tem enfrentado uma série de questões judiciais e de saúde. Recentemente, ele foi alvo de investigações conduzidas pela Polícia Federal, envolvendo possíveis irregularidades na gestão de presentes oficiais e tentativas de anular o resultado das eleições de 2022. A defesa do ex-presidente nega todas as acusações.

A expectativa é que Bolsonaro receba alta médica ainda nesta semana, caso não haja complicações. A assessoria do político informou que ele não tem compromissos públicos agendados para os próximos dias.


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