Bispo Robson Rodovalho cita Júlia Zanatta, mas defende que o PL considere a vereadora Priscila Costa, apontada como uma das principais lideranças conservadoras do Nordeste.

Redação Publicado em 18/06/2026, às 11h44
A disputa pela vice-presidência na candidatura do senador Flávio Bolsonaro em 2026 se intensificou com o apoio do bispo Robson Rodovalho à vereadora Priscila Costa, destacando a importância do Nordeste para a estratégia eleitoral da direita.
Rodovalho argumenta que o PL deve considerar lideranças regionais, como Priscila, que têm forte conexão com a base conservadora, em vez de se limitar a nomes tradicionais do Sul-Sudeste, enquanto a deputada Júlia Zanatta também é cogitada por Eduardo Bolsonaro.
A definição do candidato a vice ainda está em aberto, dependendo das negociações entre a família Bolsonaro e a direção do PL, com a disputa se tornando um tema central na pré-campanha presidencial da direita.
A disputa pela vaga de vice em uma eventual candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro ganhou um novo capítulo nesta semana. O bispo Robson Rodovalho, aliado histórico do ex-presidente Jair Bolsonaro, entrou no debate e defendeu publicamente o nome da vereadora Priscila Costa para compor a chapa do PL em 2026.
A manifestação ocorre em meio ao crescimento das especulações envolvendo a deputada federal Júlia Zanatta, que vem sendo defendida por Eduardo Bolsonaro como uma das opções para a vice-presidência.
Em publicação nas redes sociais, Rodovalho afirmou que Priscila Costa reúne atributos políticos e eleitorais que não podem ser ignorados pelo partido, especialmente diante da importância estratégica do Nordeste para qualquer projeto presidencial da direita.
Segundo o líder religioso, a discussão sobre a vice não deve se restringir apenas a nomes já consolidados no eixo Sul-Sudeste. Para ele, o PL precisa considerar lideranças que ajudaram a fortalecer o conservadorismo em regiões historicamente mais desafiadoras para o campo bolsonarista.
Rodovalho destacou a trajetória política da vereadora cearense, classificando-a como uma liderança jovem, bem votada e com forte conexão junto à base conservadora da região. Ao mesmo tempo, fez questão de ressaltar que sua defesa não representa uma crítica a Júlia Zanatta, mas uma tentativa de ampliar o debate interno sobre a composição da chapa.
Nos bastidores, aliados de Flávio Bolsonaro relatam que o senador tem demonstrado preferência por uma mulher para ocupar a vaga de vice e também avalia positivamente nomes com potencial de ampliar a presença eleitoral da direita no Nordeste.
Além de Júlia Zanatta e Priscila Costa, outros nomes seguem sendo mencionados nas articulações do PL e de partidos aliados. A definição, no entanto, ainda depende das negociações políticas conduzidas pelo núcleo mais próximo da família Bolsonaro e pela direção nacional da legenda.
Com a movimentação de lideranças conservadoras em defesa de diferentes candidaturas, a disputa pela vice tende a se transformar em um dos principais temas da pré-campanha presidencial da direita para 2026.
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