Deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) publicou entrevista com operários da construção civil em Anchieta; posicionamentos a favor da jornada atual e método da abordagem foram questionados por internautas.

Redação Publicado em 27/05/2026, às 11h01
A deputada federal Júlia Zanatta reacendeu o debate sobre a jornada de trabalho 6×1 ao divulgar um vídeo com trabalhadores da construção civil em Anchieta, Santa Catarina, onde ambos se mostraram contrários à redução da carga horária, citando preocupações com a renda e a manutenção de empregos.
Os trabalhadores entrevistados, Marcos e Jeferson, argumentaram que a redução da jornada poderia impactar negativamente as empresas devido à alta carga tributária e custos operacionais, além de enfatizarem a importância de uma carga horária maior para garantir a autonomia financeira.
A publicação gerou reações mistas nas redes sociais, com críticas à seleção dos entrevistados e à rotina da deputada, enquanto o tema da redução da jornada continua a ser debatido no Congresso, onde a parlamentar foi vaiada após criticar a proposta em uma comissão.
A deputada federal Júlia Zanatta voltou a movimentar o debate sobre a escala de trabalho 6×1 ao divulgar, em suas redes sociais, um vídeo em que entrevista trabalhadores da construção civil no município de Anchieta, em Santa Catarina.
Na gravação, a parlamentar aborda dois profissionais identificados como Marcos e Jeferson, que atuavam em uma obra no momento da abordagem. A pauta central era a proposta de mudança na jornada de trabalho no país, tema que vem sendo discutido em diferentes frentes políticas e sindicais.
Questionados sobre a possível redução da escala 6×1, ambos os trabalhadores afirmaram ser contrários à mudança. Marcos destacou a relação entre carga horária e renda, argumentando que “quanto mais a gente trabalhar, mais a gente ganha”, além de defender a autonomia financeira sem dependência de programas governamentais.
Já Jeferson reforçou a preocupação com o impacto econômico para as empresas. Segundo ele, uma redução da jornada poderia inviabilizar a manutenção de empregos diante da carga tributária e dos custos operacionais. O trabalhador também relatou sua rotina intensa, com jornadas que incluem sábados e horas extras.
A publicação, no entanto, gerou repercussão dividida nas redes sociais. Enquanto parte dos seguidores apoiou o conteúdo e os relatos apresentados pelos trabalhadores, outra parcela questionou a seleção dos entrevistados, sugerindo que a deputada deveria ouvir profissionais com carteira assinada sob regime CLT, com diferentes condições de trabalho.
Entre as críticas, usuários também apontaram a rotina parlamentar da própria deputada, que atua principalmente nas sessões deliberativas da Câmara dos Deputados, realizadas às terças, quartas e quintas-feiras, enquanto segundas e sextas costumam ter atividades não obrigatórias.
O vídeo também reacendeu debates sobre a PEC que trata da redução da jornada de trabalho, tema que vem dividindo opiniões entre parlamentares, trabalhadores e representantes do setor produtivo.
Na última sessão em que o tema foi discutido, a deputada chegou a ser vaiada ao deixar a Comissão Especial. Antes de se retirar, ela criticou a proposta de redução da escala, afirmando que a conta econômica da medida “não fecha” e questionando quem arcaria com os custos da mudança.
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