Jogadores e integrantes da comissão técnica argentina podem ser punidos após confrontos com atletas da Espanha depois da derrota por 1 a 0 na decisão do Mundial.

Ana Beatriz Silva Publicado em 21/07/2026, às 15h31
A Fifa iniciou uma investigação disciplinar contra a Argentina após tumultos no final da final da Copa do Mundo de 2026, onde a seleção argentina perdeu para a Espanha por 1 a 0, resultando em possíveis sanções para jogadores e a federação.
O incidente envolveu jogadores argentinos, como Nahuel Molina e Leandro Paredes, em confrontos com os espanhóis, exacerbados pela expulsão de Enzo Fernández, que deixou a Argentina em desvantagem numérica antes do gol decisivo da Espanha.
A investigação, sem prazo definido, permitirá ao procurador designado coletar evidências e ouvir testemunhas, podendo resultar em punições severas para a AFA e seus jogadores, impactando tanto a carreira dos atletas quanto a situação financeira da federação.
A Fifa abriu uma investigação disciplinar contra a Argentina após as cenas de confusão registradas ao fim da final da Copa do Mundo de 2026, disputada no estádio MetLife, em Nova Jersey. A decisão veio depois da derrota argentina por 1 a 0 para a Espanha, que conquistou o título mundial com gol de Ferran Torres na prorrogação.
De acordo com a entidade, o Comitê Disciplinar da Fifa nomeou um procurador de disciplina e ética para avaliar possíveis violações ao Código Disciplinar da federação internacional. A investigação vai analisar os acontecimentos logo após o apito final, quando jogadores espanhóis iniciavam a comemoração pela conquista do troféu e integrantes da seleção argentina se envolveram em confrontos dentro de campo.
As imagens do incidente colocam sob atenção nomes como Nahuel Molina, Leandro Paredes, Thiago Almada e o auxiliar técnico Roberto Ayala. Segundo relatos da imprensa internacional, Molina teria se envolvido em um lance com Rodri, capitão da Espanha, enquanto Paredes apareceu em confronto com Eric García e Gavi. A confusão se espalhou pelo gramado e exigiu a intervenção de jogadores e membros das comissões técnicas para separar os envolvidos.
A partida já havia sido marcada por tensão antes mesmo do apito final. Enzo Fernández foi expulso nos acréscimos do tempo regulamentar após receber o segundo cartão amarelo, deixando a Argentina com um jogador a menos na prorrogação. Pouco depois, a Espanha marcou o gol decisivo e confirmou o segundo título mundial de sua história.
Caso a Fifa conclua que houve conduta violenta, comportamento ofensivo ou violação aos princípios de fair play, jogadores e integrantes da comissão técnica podem sofrer suspensões. A Associação de Futebol Argentino, a AFA, também pode ser multada. A própria Fifa informa que seu Comitê Disciplinar tem competência para aplicar sanções a federações, clubes, oficiais e jogadores, conforme o Código Disciplinar da entidade.
A investigação ainda não tem prazo para ser concluída. O procurador designado poderá reunir documentos, ouvir testemunhas, analisar imagens e propor medidas disciplinares contra indivíduos ou contra a federação argentina. A página jurídica da Fifa prevê que especialistas independentes podem apoiar investigações, coletar evidências e recomendar medidas disciplinares quando houver suspeita de violação às regras da entidade.
O caso aumenta a pressão sobre a Argentina após uma final que terminou com frustração dentro e fora de campo. Atual campeã mundial até então, a seleção argentina viu a Espanha levantar a taça e agora pode enfrentar punições que ultrapassam o resultado esportivo. A decisão da Fifa será aguardada de perto porque pode atingir jogadores importantes em competições futuras e também gerar impacto financeiro para a AFA.
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