Grupo Prerrogativas e deputado Rogério Correia pedem apuração de repasses ao longa “Dark Horse” e querem impedir exibição antes das eleições de 2026.

Ana Beatriz Publicado em 19/05/2026, às 13h17
O grupo Prerrogativas e o deputado Rogério Correia solicitaram ao TSE a investigação de repasses financeiros do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao filme 'Dark Horse', sobre Jair Bolsonaro, argumentando que sua exibição poderia influenciar as eleições de 2026.
Os autores do pedido afirmam que a produção pode servir como ferramenta de influência eleitoral antecipada, especialmente com Lula buscando reeleição e Flávio Bolsonaro como figura central do bolsonarismo.
O TSE já havia suspendido a exibição de um documentário sobre Bolsonaro em 2022 por considerar que poderia impactar o processo eleitoral, e a decisão atual poderá reabrir debates sobre liberdade de expressão e propaganda eleitoral em conteúdos audiovisuais.
O grupo Prerrogativas, formado por advogados alinhados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o deputado federal Rogério Correia protocolaram nesta terça feira (19) um pedido no Tribunal Superior Eleitoral para investigar repasses financeiros feitos pelo ex banqueiro Daniel Vorcaro ao filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex presidente Jair Bolsonaro.
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, os autores da ação também solicitaram que a Corte Eleitoral impeça a exibição do longa antes das eleições presidenciais de 2026. O argumento apresentado é de que o conteúdo poderia impactar o cenário eleitoral em um momento em que Lula deve disputar a reeleição e o senador Flávio Bolsonaro aparece como um dos principais nomes ligados ao grupo político bolsonarista.
No pedido encaminhado ao TSE, os autores alegam que a produção audiovisual poderia funcionar como instrumento de influência eleitoral antecipada, favorecendo politicamente o grupo ligado ao ex presidente Jair Bolsonaro durante o período pré eleitoral.
Para fundamentar o pedido, o grupo cita uma decisão tomada pelo próprio TSE nas eleições de 2022, quando ministros da Corte determinaram a suspensão da exibição de um documentário produzido pela Brasil Paralelo sobre o atentado a faca sofrido por Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018.
Na ocasião, a Justiça Eleitoral entendeu que o conteúdo poderia interferir no processo eleitoral e decidiu barrar temporariamente sua divulgação às vésperas do segundo turno.
O filme “Dark Horse” vem sendo tratado nos bastidores políticos como uma produção de grande potencial de repercussão nacional. A obra promete retratar a trajetória política e pessoal de Jair Bolsonaro, incluindo momentos centrais de sua ascensão ao Palácio do Planalto, os conflitos institucionais durante seu governo e sua relação com apoiadores conservadores.
Até o momento, o ex presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro e representantes ligados à produção do filme não haviam se pronunciado oficialmente sobre o pedido apresentado ao TSE.
O caso deve ampliar novamente o debate sobre liberdade de expressão, propaganda eleitoral antecipada e os limites da atuação da Justiça Eleitoral em conteúdos audiovisuais com potencial impacto político.
Nos bastidores de Brasília, integrantes de diferentes grupos políticos acompanham a movimentação com atenção, já que qualquer eventual decisão da Corte poderá influenciar discussões futuras sobre filmes, documentários e produções digitais em períodos eleitorais.
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