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Congresso Nacional

AGU apresenta plano para melhorar transparência de emendas parlamentares

Documento responde às exigências do ministro Flávio Dino, conforme estabelecido na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF)

Ministro Flávio Dino durante sessão do STF - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Bruno Peres
Ministro Flávio Dino durante sessão do STF - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Bruno Peres

William Oliveira Publicado em 26/02/2025, às 10h58


Na última terça-feira (25), a Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou um plano de trabalho junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de aumentar a transparência e a rastreabilidade das emendas parlamentares.

O documento, elaborado em colaboração com o governo federal e o Congresso Nacional, responde às exigências do ministro Flávio Dino, conforme estabelecido na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 854, datada de 2 de fevereiro.

A AGU afirmou que o material apresentado detalha as respostas aos questionamentos do ministro e demonstra como estão sendo atendidas as orientações de uma decisão anterior, datada de 19 de fevereiro.

O objetivo principal do plano é otimizar a interação entre os sistemas do Executivo e do Legislativo durante a execução das emendas, facilitando o trâmite administrativo e garantindo melhor controle social e acesso público às informações pertinentes.

No documento, são delineadas ações e cronogramas específicos para a implementação gradual das melhorias necessárias, levando em conta as diferentes categorias de emendas e seus respectivos períodos de referência.

Segundo a AGU, todas as iniciativas previstas no plano estão em conformidade com a Lei Complementar nº 210 de 2024, que regula a execução e proposição das emendas parlamentares. Além disso, as diretrizes respeitam os acordos estabelecidos entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como as normas da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA).

Avanços já implementados

No relatório enviado ao STF, estão incluídas melhorias já realizadas no Portal da Transparência, destacando-se a nova seção temática "Emendas Parlamentares". Entre as inovações estão a ampliação dos filtros disponíveis para detalhamento; integração das informações das emendas com convênios associados; uma nova consulta por favorecido das emendas com filtros mais refinados; além de um aprimoramento na descrição dos repasses nacionais ou múltiplos, que agora incluem um filtro específico para "localidade de aplicação dos recursos".

Atendendo à solicitação do ministro Flávio Dino, também foram apresentadas medidas em relação às Organizações Não Governamentais (ONGs) que recebem recursos provenientes de emendas parlamentares. Isso inclui a exclusão do Cadastro de Entidades Privadas Sem Fins Lucrativos Impedidas (Cepim) e do Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (Ceis), além da adoção das recomendações mencionadas na decisão emitida em 19 de fevereiro.


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