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Racismo e Justiça

Advogada investigada por racismo retorna à Argentina

Justiça do Rio autorizou retorno à Argentina, mas ré continuará respondendo ao processo

Agostina expressou arrependimento pela situação, mas ainda enfrenta as consequências legais no Brasi - Imagem: Reprodução/Frame/Polícia Civíl do Rio de Janeiro
Agostina expressou arrependimento pela situação, mas ainda enfrenta as consequências legais no Brasi - Imagem: Reprodução/Frame/Polícia Civíl do Rio de Janeiro

Letícia Sales Publicado em 02/04/2026, às 12h04


A advogada argentina Agostina Páez, ré por injúria racial após ofender funcionários de um bar em Ipanema, no Rio de Janeiro, já deixou o Brasil e retornou ao seu país de origem. Segundo a imprensa argentina, ela desembarcou em Buenos Aires na noite de quarta-feira (1º).

O retorno foi autorizado pela Justiça do Rio de Janeiro na terça-feira (31), com a devolução do passaporte e a retirada da tornozeleira eletrônica. Apesar da liberação, Agostina continuará respondendo ao processo por injúria racial no Brasil.

O caso ocorreu em janeiro deste ano, em um bar localizado na Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema. De acordo com a denúncia, a advogada discutiu com funcionários do estabelecimento após uma suposta cobrança indevida e, durante o desentendimento, proferiu ofensas racistas.

Segundo o Ministério Público, ela utilizou termos pejorativos contra um funcionário negro, chamando-o de “mono” — palavra em espanhol que significa macaco — e fez gestos imitando o animal. As agressões também teriam sido dirigidas a outros dois trabalhadores do local, configurando três episódios distintos de injúria racial.

As ofensas foram registradas por câmeras de segurança, o que reforçou as acusações no processo.

Agostina chegou a ser presa em flagrante no dia 6 de fevereiro, mas foi liberada após algumas horas, mediante a imposição de medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Posteriormente, a Justiça autorizou sua saída do país após o pagamento de fiança no valor de R$ 97 mil, equivalente a 60 salários mínimos.

A decisão foi tomada pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, sob relatoria do desembargador Luciano Silva Barreto.

À imprensa argentina, a advogada afirmou estar arrependida da forma como reagiu durante o episódio. Ainda assim, o processo segue em andamento na Justiça brasileira.


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