Cerca de 30 vítimas do idoso, de 70 anos, preso por estelionato na semana passada, em Jundiaí (SP), se apresentaram na Delegacia de Investigações Gerais

Redação Publicado em 03/10/2017, às 00h00 - Atualizado às 09h07
Cerca de 30 vítimas do idoso, de 70 anos, preso por estelionato na semana passada, em Jundiaí (SP), se apresentaram na Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Giorgio Marchese se passava por empresário do mercado imobiliário e cobrava do comprador o dinheiro da transferência dos apartamentos e desaparecia.
De acordo com a Polícia Civil, no inquérito há diversos recibos para fazer a ficha inicial de compra, no valor de R$ 144. Além disso, o suspeito captava mão de obra para trabalhos no exterior e pelo menos um cozinheiro disse que pagou R$ 1 mil para conseguir emprego na Alemanha. Para que o golpe funcionasse, Giorgio também enganava construtores.
Uma das vítimas é dona de um condomínio em construção em Itupeva (SP). O golpista esteve no empreendimento para comprar quase 100 unidades. Segundo a polícia, ele pediu documentos e plantas dos imóveis para fazer uma proposta. Era com este material que o golpista enganava as pessoas que tinham o sonho da casa propria.
Em 10 dias a investigação de Jundiaí vai enviar para o Fórum o inquérito que é de estelionato. Se for condenado pelos crimes praticados, em Jundiaí, Giorgio Marchese pode pegar até 7 anos de cadeia.
O falso empresário foi preso em um restaurante da cidade, quando fechava mais uma suposta venda de um apartamento. Os policiais civis chegaram no momento em que a vítima faria o pagamento das taxas do contrato.
A fraude foi descoberta durante uma reunião entre um corretor, o suspeito e a dona de uma construtora. Para impressionar as vítimas de um dos golpes, o homem deixou um cheque no valor de R$ 3 milhões em cima da mesa. A dona da construtora, que já estava desconfiada, tirou uma foto do cheque e procurou a polícia.
A polícia disse que o suspeito atuava também no estado de Alagoas. Na capital Maceió, ele chegou a abrir uma agência oferecendo 1.200 vagas de emprego para uma multinacional de geradores de energia. Ainda segundo a polícia, mulheres contratadas faziam a seleção dos candidatos e pediam uma taxa em dinheiro para poder dar sequência no processo de seleção.Quando o golpe foi descoberto ele desapareceu e as funcionárias da agência também disseram à polícia serem vítimas do crime.

Golpista se apresentava como empresário do ramo imobiliário em Jundiaí (Foto: Reprodução/TV TEM)
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