Diário de São Paulo
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Terceiro foragido por estupro coletivo se entrega à polícia; mais vítimas surgem

Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, se entrega à polícia após o crime brutal que resultou no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em janeiro no Rio de Janeiro.

Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 04/03/2026, às 12h24


O caso de estupro coletivo no Rio de Janeiro, que ocorreu em janeiro, ganhou novos desdobramentos com a entrega de Vitor Hugo Simonin à polícia, tornando-se o terceiro suspeito preso, após a rendição de outros dois envolvidos.

A investigação revelou que a vítima de 17 anos foi abusada por cinco rapazes, e novas denúncias surgiram, com outras jovens afirmando terem sido vítimas do mesmo grupo, algumas ainda menores na época dos abusos.

Quatro homens já foram indiciados por estupro coletivo e cárcere privado, com três deles presos, enquanto a polícia continua a busca pelo quarto suspeito foragido e investiga as novas alegações de abuso.

O caso de estupro coletivo que chocou o Rio de Janeiro em janeiro continua a se desdobrar, com mais um foragido se entregando à polícia nesta quarta-feira (4). Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, se apresentou à 12ª DP (Copacabana), acompanhado de seu advogado. Ele é o terceiro suspeito a ser preso no caso, depois de Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, que se entregaram na terça-feira (3) e estão atualmente no Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte.

O crime em questão aconteceu no final de janeiro, quando uma adolescente de 17 anos foi vítima de abuso sexual por parte de cinco rapazes, incluindo o ex-namorado da jovem, que a convidou para um encontro em um apartamento em Copacabana. No local, a vítima foi violentada por todos os envolvidos, enquanto um dos rapazes gravava imagens do abuso. O caso foi registrado na 12ª DP e a polícia rapidamente começou a investigar o ocorrido. Câmeras de segurança do prédio e conversas via WhatsApp ajudaram a corroborar o relato da vítima.

As investigações do caso revelaram um padrão de comportamento entre os acusados. Entre os suspeitos, Vitor Hugo Simonin é o filho de José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, que foi exonerado do cargo nesta quarta-feira, logo após a entrega do filho à polícia.

Novas vítimas surgem

Entre os desdobramentos mais recentes, mais vítimas começaram a se manifestar. Duas jovens denunciaram recentemente terem sido estupradas por integrantes do mesmo grupo. As vítimas relataram que o abuso ocorreu quando elas ainda eram menores de idade, com uma delas mencionando ter sido abusada por pelo menos dois dos réus quando tinha apenas 14 anos.

Essas novas denúncias estão sendo investigadas pela polícia, que segue a apuração de mais provas para garantir que os responsáveis por esses crimes sejam punidos. A denúncia mais recente envolveu Vitor Hugo Simonin, acusado de estuprar outra jovem que se apresentou à polícia, prestando depoimento na 12ª DP (Copacabana).

Justiça em andamento

O caso está em segredo de justiça, mas foi aceito pela 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e o Adolescente, que destaca a brutalidade do crime, com os promotores afirmando que os atos sexuais praticados contra a vítima foram extremamente violentos. A 1ª Promotoria da Infância e da Juventude também está lidando com o caso de um menor de idade envolvido na trama, cujo inquérito foi desmembrado.

Até o momento, quatro homens foram indiciados por estupro coletivo e cárcere privado, com os três maiores de idade já presos. O quarto acusado, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, continua foragido, mas a polícia segue sua busca.

Nota da defesa de João Gabriel Xavier Bertho:

"A defesa de João Gabriel Xavier Bertho informa que, em respeito à decisão judicial, ele se entregou nesta terça-feira (03/03) na 10ª delegacia. João Gabriel e a defesa confiam que a Justiça, de forma isenta, irá apurar os fatos e decidirá pela improcedência da denúncia. João Gabriel nega estupro e não teve sequer a oportunidade de ser ouvido pela polícia. Ele não é citado nas novas denúncias que estão sendo investigadas".


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