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Suzane von Richthofen se envolve em confusão em delegacia ao tentar liberar corpo do tio

Mais de duas décadas após o crime, Caso Richthofen volta ao centro das atenções após morte de Miguel Abdalla Neto

Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos pelo assassinato dos pais - Imagem: Tuca Vieira | Folhapress
Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos pelo assassinato dos pais - Imagem: Tuca Vieira | Folhapress

Lívia Gennari Publicado em 13/01/2026, às 13h26


Suzane von Richthofen procurou uma delegacia da capital paulista para tentar liberar o corpo do tio materno, Miguel Abdalla Neto, encontrado morto na última sexta-feira (9), na zona sul de São Paulo. A solicitação, feita no dia seguinte à localização do cadáver, foi recusada pela Polícia Civil.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o procedimento já havia sido concluído anteriormente. Uma prima da vítima compareceu à unidade policial, apresentou documentação e foi reconhecida como a parente mais próxima naquele momento, recebendo autorização para a liberação do corpo para sepultamento. Diante disso, o pedido posterior feito por Suzane não pôde ser aceito.

Miguel Abdalla Neto tinha 76 anos e foi encontrado sem vida dentro de uma residência no bairro do Campo Belo. Segundo a polícia, não havia sinais aparentes de violência no local. Ainda assim, o caso foi registrado como morte suspeita no 27º Distrito Policial, responsável pela área.

Para esclarecer as circunstâncias do óbito, a Polícia Civil requisitou exames ao Instituto Médico Legal (IML) e ao Instituto de Criminalística (IC). A conclusão dos laudos será determinante para apontar a causa da morte e indicar se houve ou não a participação de terceiros.

No dia seguinte à descoberta do corpo, o muro da casa amanheceu pichado com a frase “Será que foi a Suzane?”, o que levou a polícia a registrar a ocorrência e reforçar a preservação do local.

Miguel Abdalla teve papel relevante na história recente da família von Richthofen. Após o assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, ele assumiu a tutela de Andreas, irmão mais novo de Suzane, além de administrar o patrimônio do casal até 2005, quando o herdeiro atingiu a maioridade.

A relação entre Suzane e o tio foi marcada por conflitos judiciais. Em um dos episódios, ela tentou afastá-lo da administração dos bens da família, alegando sonegação de bens. Anos depois, Miguel Abdalla recorreu à Justiça afirmando que Suzane estaria rondando a residência onde ele vivia com a mãe e Andreas, o que, à época, levou o Ministério Público a pedir a prisão preventiva dela.

A investigação da morte de Miguel Abdalla ocorre na mesma delegacia que, há mais de duas décadas, apurou o assassinato dos pais de Suzane. Condenada a 39 anos e seis meses de prisão por duplo homicídio triplamente qualificado, ela cumpre pena em regime aberto desde janeiro de 2023.


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