Diário de São Paulo
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INVESTIGAÇÃO

Tio de Suzane Richthofen é encontrado morto em São Paulo

Miguel Abdalla Neto, tio materno de Suzane von Richthofen, foi encontrado morto nesta sexta-feira (9) em sua residência na Vila Congonhas, Zona Sul de São Paulo

Miguel era ex-tutor de Andreas von Richthofen - Imagem: Reprodução / Jornal Correio / Redes Sociais
Miguel era ex-tutor de Andreas von Richthofen - Imagem: Reprodução / Jornal Correio / Redes Sociais

William Oliveira Publicado em 10/01/2026, às 12h21


Na tarde desta sexta-feira (9), Miguel Abdalla Neto, tio materno e ex-tutor de Andreas von Richthofen, foi encontrado morto em sua residência na Rua Baronesa de Bela Vista, 324, no bairro Vila Congonhas, Zona Sul de São Paulo. De acordo com a Polícia Militar, o corpo foi localizado por volta das 15h40 e apresentava estado de decomposição, sem sinais de violência.

O caso veio à tona após um vizinho comunicar às autoridades a ausência de Miguel, que não era visto há dois dias. Funcionários do ex-tutor também demonstraram preocupação com a falta de contato. O caso segue sob investigação do 27º Distrito Policial e foi registrado como morte suspeita.

Miguel Abdalla Neto teve papel relevante na vida de Andreas von Richthofen, administrando seus bens até que ele completasse 18 anos.

Caso Richthofen

A família Richthofen é conhecida pelo crime que chocou o país em 2002. Suzane Richthofen foi condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato de seus pais, Manfred e Marísia von Richthofen. Após cumprir 20 anos em regime fechado na Penitenciária Santa Maria Eufrásia Pelletier (P1 Feminina de Tremembé), Suzane progrediu para o regime aberto e foi liberada em janeiro de 2023. Atualmente, reside em Bragança Paulista, interior de São Paulo.

O crime ocorreu em 31 de outubro de 2002 e envolveu os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, contratados por Suzane para executar os pais. Na época, Andreas tinha apenas 15 anos. O relacionamento conturbado de Suzane com os pais e seu vínculo com Daniel Cravinhos foram apontados como motivação do assassinato. Desde fevereiro de 2013, Daniel e Cristian cumprem pena em regime semiaberto.


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