Diário de São Paulo
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Rede internacional que explorava brasileiras na Europa é alvo de operação da PF

Investigações internacionais apontam lucro superior a R$ 40 milhões com o tráfico de brasileiras

A Polícia Federal prendeu quatro pessoas e cumpriu oito mandados em operação contra tráfico de mulheres para a Europa - Imagem: Reprodução/Agência Brasil
A Polícia Federal prendeu quatro pessoas e cumpriu oito mandados em operação contra tráfico de mulheres para a Europa - Imagem: Reprodução/Agência Brasil

Gabriela Nogueira Publicado em 10/12/2025, às 18h26


A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (10), uma operação que desmantelou uma rede criminosa especializada no aliciamento e tráfico de mulheres brasileiras com destino à Europa. A ação ocorreu simultaneamente em seis cidades brasileiras e contou com apoio internacional para capturar integrantes que atuavam no exterior.

Ao todo, quatro pessoas foram presas no Brasil e oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços em São Paulo, Ubatuba, Jundiaí, São Pedro e Rio das Ostras, no Rio de Janeiro. Paralelamente, a Interpol efetuou duas prisões na cidade de Álava, na Espanha, onde parte da quadrilha operava a exploração sexual das vítimas.

De acordo com a Polícia Federal, o grupo criminoso atuava em duas frentes. No Brasil, aliciava mulheres sob falsas promessas de emprego e facilidades financeiras. Já na Espanha, elas eram submetidas a condições degradantes, ameaças e controle permanente, sendo obrigadas a trabalhar em casas de prostituição. As vítimas tinham documentos retidos e eram forçadas a gerar lucro para a organização.

A investigação aponta que o esquema movimentou mais de R$ 40 milhões com o tráfico humano. As autoridades brasileiras e espanholas compartilharam informações ao longo de meses por meio da Ameripol, rede de cooperação policial que integra países das Américas e da Europa. O Centro Especializado de Combate ao Tráfico de Pessoas e ao Contrabando de Migrantes da polícia espanhola também participou diretamente da operação.

Os presos responderão por tráfico internacional de pessoas, organização criminosa e exploração sexual. A PF afirma que novas diligências continuam em andamento para identificar outras vítimas e possíveis envolvidos.


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