Investigada por integrar esquema de clonagem de cartões, Thaynara Caroline foi detida em blitz na Anchieta

Lívia Gennari Publicado em 18/11/2025, às 15h46 - Atualizado às 18h00
Uma brasileira de 29 anos procurada pela Interpol foi detida durante uma operação de fiscalização na Rodovia Anchieta, na região de Santo André, Grande São Paulo. Identificada como Thaynara Caroline Santos Pereira, ela foi abordada por equipes da Polícia Militar Rodoviária e conduzida à Polícia Federal, mas acabou liberada horas depois.
A abordagem ocorreu durante uma ação de combate ao crime na via. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os agentes pararam um grupo de quatro pessoas que transportava várias malas. Nada de ilícito foi encontrado, mas a checagem dos dados de Thaynara apontou a existência de um mandado de prisão internacional vigente, incluído na difusão vermelha da Interpol. Ela era uma das seis brasileiras listadas como procuradas pelo órgão.
Após a confirmação do mandado, Thaynara foi levada à Superintendência da PF na Lapa, zona oeste da capital, onde a ocorrência foi registrada. O delegado responsável encaminhou o relatório à Interpol com o material produzido pela PM para informar o órgão internacional.
Apesar disso, a prisão não pôde ser formalizada. Como o mandado estrangeiro ainda não havia sido homologado pelo Supremo Tribunal Federal, etapa necessária para cumprimento no Brasil, a PF libertou Thaynara. Ela ficou detida apenas durante os procedimentos administrativos.
Clonagem de cartões
As investigações na Argentina apontam que Thaynara integrava um grupo especializado em fraudes com cartões bancários. O esquema, composto por ao menos 16 pessoas, instalava equipamentos clandestinos em caixas eletrônicos para capturar dados de usuários e usar as informações em transações ilícitas. De acordo com os investigadores, valores obtidos em Buenos Aires, Vicente López e San Isidro eram enviados para contas ligadas à brasileira.
O nome de Thaynara já haviasido alvo de discussão judicial no Brasil. Em 2023, o Ministério Público Federal sugeriu que ela recebesse um salvo-conduto para evitar uma prisão baseada apenas na difusão vermelha da Interpol. A recomendação surgiu após a defesa relatar que agentes da PF foram ao endereço da mãe dela, em Santo André, para cumprir a ordem internacional. O caso acabou arquivado em dezembro daquele ano.
Com esta última ocorrência, as informações registradas pela polícia brasileira foram novamente repassadas à Interpol. No entanto, até que haja decisão do STF sobre a homologação da ordem, Thaynara permanece em liberdade no país.
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