Os incidentes ocorreram em julho, quando Oruam e amigos atacaram policiais que tentavam cumprir um mandado de apreensão

Gabriela Nogueira Publicado em 11/09/2025, às 19h20
A desembargadora Márcia Perrini Bodart, responsável por relatar o pedido da defesa, decidiu pela manutenção da prisão preventiva de Oruam, negando a possibilidade de substituí-la por medidas cautelares. A magistrada enfatizou que a continuidade da detenção é essencial para assegurar a ordem pública e preservar a paz social.
O rapper enfrenta graves acusações, incluindo homicídio qualificado em relação ao delegado Moyses Santana Gomes e ao policial civil Alexandre Alvez Ferraz. Além disso, ele foi indiciado por uma série de outros crimes, como associação ao tráfico de drogas, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal.
Os eventos que levaram às acusações ocorreram na noite de 21 de julho deste ano, em frente à residência do rapper no bairro do Joá, uma área de classe alta na zona oeste do Rio de Janeiro. Na ocasião, Oruam e um grupo de amigos teriam impedido a ação de agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), que tentavam cumprir um mandado de apreensão contra um adolescente supostamente vinculado ao tráfico e considerado segurança do traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, líder da facção Comando Vermelho nas favelas da Penha, na zona norte da cidade.
De acordo com relatos policiais, Oruam e os outros envolvidos atacaram os agentes com ofensas verbais e arremessaram pedras em direção à viatura descaracterizada. O rapper chegou a compartilhar em suas redes sociais vídeos mostrando a hostilidade contra os policiais durante o incidente.
Conforme a polícia informou, um dos indivíduos que participou da confusão buscou refúgio dentro da casa de Oruam, o que levou as autoridades a invadir o local para capturá-lo. Entretanto, segundo relatos da polícia, Oruam e seus amigos conseguiram escapar antes da chegada dos oficiais.
Nas redes sociais, o rapper questionou a legalidade da abordagem policial e insinuou que os agentes estavam tentando detê-lo também, além de mencionar que teria se dirigido ao Complexo da Penha após os eventos. Vale ressaltar que Oruam é filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, um dos líderes históricos do tráfico no estado e atualmente cumprindo pena em um presídio federal fora do Rio de Janeiro.
No dia seguinte ao ocorrido, Oruam se apresentou voluntariamente à Polícia Civil na Cidade da Polícia.
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