Movimentações suspeitas ligam empresário paulista ao fornecimento de armamento para facção carioca; investigação aponta esquema milionário envolvendo armas e munições de guerra

Lívia Gennari Publicado em 11/09/2025, às 11h41
A Polícia Civil do Rio de Janeiro desvendou um esquema milionário de fornecimento de armamento ao Comando Vermelho (CV), que teria como peça central um empresário paulista. Dono de lojas de armas e munições, além de presidente de um clube de tiro, Eduardo Bazzana foi preso em maio deste ano, na cidade de Americana, no interior de São Paulo, em uma ação conjunta do Ministério Público e da polícia fluminense.
A investigação revelou que o empresário utilizava o CNPJ de duas empresas de artigos esportivos como fachada para dar aparência de legalidade às transações ilícitas. O material comercializado incluía pentes de fuzis AR10 e AR15, além de munições de calibres de guerra, como AK47, .223 e .762. Depósitos em espécie e transferências identificadas em contas pessoais e empresariais do investigado coincidiam com registros internos da facção, reforçando os indícios de ligação direta entre ambos.
Com a venda das munições, o empresário teria movimentado cerca de R$ 1,6 milhão em apenas 40 dias, o que representa um faturamento médio diário de R$ 40 mil.

Conexões com o crime no Rio
Além de vender as munições, Bazzana teria transferido R$ 49 mil para Bruno De Lemo Garcia, apontado como lavador de dinheiro do tráfico em Duque de Caxias. Ele também teria recebido R$ 94 mil de Thiago Oliveira, foragido por homicídio.
O esquema contava ainda com a colaboração de agentes públicos e ex-policiais em São Paulo. Carlos Alexandre dos Santos, ex-PM, atuava estrategicamente, coordenando homicídios, roubos de fuzis, clonagem de veículos e repasse de propinas. O PM José Casemiro de Lima Júnior, “Bigode” ou “Bigodeira”, preso recentemente, atuava em uma milícia que prestava serviços ao CV.
Filho do empresário assume contatos
Em agosto deste ano, uma nova operação policial em Americana resultou na apreensão de 183 armas que seriam destinadas a facções criminosas, incluindo o Comando Vermelho. O filho de Bazzana, que passou a assumir parte dos contatos com a facção após a prisão do pai, foi alvo das diligências, mas, segundo o Ministério Público de São Paulo, ele não foi denunciado e as investigações seguem em andamento.
Enquanto isso, Eduardo Bazzana permanece detido, e os processos relacionados aos crimes de associação ao tráfico e comércio ilegal de armas continuam em curso.
Leia também

Indicado por Orlando Morando à Faculdade de Direito é alvo do Gaeco por corrupção e lavagem de dinheiro

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

A Soberania Começa em Casa

EXPLÍCITO: MC Mirella apela com vídeo de sexo para promover OnlyFans; assista

VÍDEO: Mulher cai entre trem e plataforma durante superlotação na Linha 9-Esmeralda

Enfermeira é morta a tiros pelo ex-namorado na Zona Sul de SP

Governo mira a própria militância e ignora os interesses estratégicos do Brasil

VÍDEO: Homem tenta estuprar nutricionista dentro de apartamento na Grande São Paulo

Pagamento do Bolsa Família em junho já tem data marcada; veja calendário

Alcolumbre reage a pressão por CPMI do Banco Master: "Palanque eleitoral"