Funcionários e clientes foram rendidos durante o assalto; prejuízo atingiu estabelecimento em Embu das Artes

Lívia Gennari Publicado em 16/01/2026, às 11h39
A Polícia Civil prendeu um homem de 33 anos suspeito de integrar uma quadrilha especializada no roubo de cabelos naturais, um tipo de crime que tem se tornado cada vez mais comum diante da valorização desse mercado. A prisão ocorreu na última quinta-feira (15), e está relacionada a um assalto registrado em dezembro do ano passado, em um salão de beleza localizado em Embu das Artes, na Grande São Paulo.
De acordo com as investigações, o crime aconteceu logo no início do expediente. Dois homens armados chegaram ao local, um deles permaneceu do lado de fora, dando cobertura à ação, enquanto o comparsa entrou no salão, anunciou o assalto e passou a ameaçar funcionários e clientes, que foram rendidos e impedidos de reagir.
O foco dos criminosos foi claro desde o início: apenas cabelos naturais. Perucas orgânicas e outros produtos foram deixados para trás. As mechas, usadas principalmente para a aplicação de mega hair, foram recolhidas rapidamente e colocadas em sacolas e mochilas. Em um dos momentos mais tensos, o assaltante obrigou uma funcionária a ajudá-lo a carregar o material, numa tentativa de agilizar a fuga.
Após a ação, os criminosos deixaram o local em um carro de cor prata. O prejuízo causado à proprietária do salão foi estimado em mais de R$ 80 mil, valor que reflete a alta procura e o custo elevado dos cabelos humanos no mercado nacional e internacional.
A identificação do suspeito preso foi possível a partir da análise das imagens das câmeras de segurança do estabelecimento. Os registros permitiram à polícia reconstruir a dinâmica do crime, traçar o perfil dos envolvidos e avançar na localização de um dos integrantes da quadrilha.
As investigações continuam para identificar e prender o segundo suspeito, além de tentar recuperar a mercadoria roubada. Segundo a Polícia Civil, o crescimento do comércio de extensões capilares tem colocado salões de beleza na mira de grupos criminosos organizados, que atuam de forma planejada e violenta.
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