A demissão do docente foi publicada no Diário Oficial do Estado em 9 de agosto

Vitória Tedeschi Publicado em 21/08/2023, às 18h10
O professor Luciano Ribeiro Bueno foi demitido da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no Paraná, após assediar sexualmente uma aluna da instituição após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
De acordo com a CNN, a demissão do docente foi publicada no Diário Oficial do Estado em 9 de agosto de 2023.
Além disso, de acordo com o g1, foi informado que professor cometeu o assédio sexual em julho de 2022, por meio de mensagens escritas, áudios e vídeos. Ele foi denunciado à Ouvidoria da UEPG pela própria estudante.
Em uma das mensagens de áudio, o professor perguntou o que a estudante queria para fazer sexo com ele.
O que você quer pra m**e gostoso comigo? E daí, o que você quer. Diga aí".
Em outro momento ele retoma a conversa e pergunta novamente se ela gostaria de receber as questões. Após não ter resposta, ele disse para a aluna que ela o deixa excitado.
Você sempre olha nos meus olhos. Olha o status. Vai gostar. Vai querer a chance? [...] Deixa prof de r**a dura. Vamos sair? O que quer? Vamos marcar?".
Por meio de áudios, Luciano também convidou a aluna para ter relações sexuais com ele, perguntando o que ela queria em troca de sexo. Após enviar uma sequência de áudios, a aluna respondeu:
"Por um acaso em algum momento eu dei liberdade pro senhor me mandar esse tipo de vídeo, e me fazer esse tipo de proposta?".
Após as mensagens virem à tona, em depoimento, de acordo com o relatório do Processo Administrativo Disciplinar, o professor "não negou os fatos, mas acrescentou que tudo ocorreu porque ele interpretou os olhares e sinais corporais da aluna de forma equivocada".
Ainda de acordo com o g1, o docente afirmou que enviou as mensagens em um momento que estava passando por crises de ansiedade e justificou "que as fotos não foram enviadas diretamente a ela".
Vale citar que, em nota, a UEPG informou que o professor estava afastado desde 8 de agosto do ano passado. E que um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) foi instaurado a partir da denúncia de assédio sexual da estudante e uma comissão composta por professores efetivos realizou a apuração.
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