Mesmo com a prisão de dois suspeitos do assassinato do advogado José Arthur Sebba, 32 anos, a Polícia Civil não terminou as investigações sobre o crime, que

Redação Publicado em 22/08/2017, às 00h00 - Atualizado às 07h42
Mesmo com a prisão de dois suspeitos do assassinato do advogado José Arthur Sebba, 32 anos, a Polícia Civil não terminou as investigações sobre o crime, que aconteceu em São José do Rio Preto (SP) no mês passado. O advogado era filho do secretário de Desenvolvimento de Votuporanga (SP).
Os investigadores dizem que o caso está muito perto de ser solucionado, o que falta é entender melhor a motivação do crime. Mas para a polícia, o homem foi assassinado a mando do próprio sócio e o motivo seria financeiro.
O delegado Wander Solgon, que investiga o caso, foi quem pediu a prisão temporária do corretor de seguros Cláudio Yuri Baptista, de 27 anos. Ele estava com José Arthur no dia do crime na região norte de Rio Preto. A vítima foi morta a tiros dentro do carro.
Em depoimento à polícia, Cláudio Yuri disse que o sócio José Arthur teria se desentendido com um corretor de imóveis durante a negociação de um terreno, mas essa versão não convenceu a polícia.
Além de Cláudio, também foi preso Keyssel Eduardo de Oliveira de 39 anos. Segundo os policiais, ele é conhecido por ser um matador de aluguel.
“Após o crime, o Yuri foi ouvido e deu versão detalhada do que ocorreu e começaram as averiguações das informações dele. As investigações indicaram que um dia antes do crime ele trocou ligações com uma pessoa que tem fama de ser matador de aluguel na cidade”, afirma o delegado.
Durante o novo depoimento depois da prisão, o sócio da vítima e principal suspeito do crime confirmou que foi falsa a negociação do terreno na zona norte de Rio Preto. Segundo ele, o encontro teria sido combinado para acertar a contratação de um matador de aluguel que faria cobranças ao advogado.
Esta versão a polícia não acredita ter acontecido. “A gente também tem a obrigação e vamos checar a versão do Yuri deu na contratação a pedido da vitima, uma informação contra qualquer prova que temos agora. A motivação seria questão financeira mesmo, tem a informação, mas precisa ser verificado ainda, de um seguro cruzado, de um sendo beneficiado de outro. Algo em torno de R$ 1 milhão”, afirma.
Mesmo com a prisão decretada os dois negam qualquer participação no crime. Tanto o sócio da vítima quanto o matador de aluguel negam serem os autores do crime. O advogado de defesa disse que já está pedindo na Justiça a revogação da prisão.

Local onde o advogado foi morto em Rio Preto (Foto: Reprodução/TV TEM)
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