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Caso Master

PF prepara nova prorrogação do Caso Master e mira volume de provas e possível delação

Apuração conduzida pela Polícia Federal pode se estender até o segundo semestre, com análise de celulares e negociações de colaboração.

Polícia Federal prepara novo pedido de prorrogação do Caso Master - Imagem: Reprodução / Redes sociais
Polícia Federal prepara novo pedido de prorrogação do Caso Master - Imagem: Reprodução / Redes sociais

Redação Publicado em 04/05/2026, às 10h43


A Polícia Federal planeja solicitar uma nova prorrogação do inquérito do Caso Master, devido à complexidade e ao volume de provas, com o prazo atual se encerrando ainda este mês.

A investigação se concentra na análise de celulares apreendidos do banqueiro Daniel Vorcaro e investiga conexões com a Reag Investimentos, que teria recebido recursos de previdência municipais.

O ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, manifestou interesse em delação premiada, o que pode acelerar o processo, que deve se estender por meses, com conclusão prevista apenas para o segundo semestre de 2026.

A Polícia Federal se prepara para solicitar uma nova prorrogação do inquérito que apura o chamado Caso Master, diante da complexidade e do volume de provas reunidas até o momento. O prazo atual da investigação se encerra ainda neste mês, mas investigadores avaliam que não será suficiente para a conclusão dos trabalhos.

O pedido deve ser encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso. A expectativa dentro da corporação é de que a extensão seja autorizada, como já ocorreu anteriormente, quando o processo ainda estava sob relatoria de Dias Toffoli.

Nos últimos dias, a investigação avançou na análise de nove aparelhos celulares apreendidos com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Parte dos dispositivos contém arquivos digitais relevantes, embora nem todos incluam aplicativos de mensagens, o que exige perícias técnicas mais detalhadas.

Além disso, o inquérito também apura possíveis conexões com a Reag Investimentos, que teria recebido recursos de regimes próprios de previdência municipais em fundos sob sua gestão — um dos eixos centrais da investigação.

Delação pode mudar rumo da apuração
Outro ponto que pode impactar diretamente o andamento do caso é a possibilidade de acordos de delação premiada. O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, manifestou interesse em colaborar com as autoridades após mudar sua equipe de defesa.

Ele solicitou transferência do sistema prisional para a sede da PF, em Brasília, com o objetivo de negociar os termos da colaboração. A estratégia, segundo apuração, seria firmar o acordo antes de outros investigados, buscando benefícios judiciais mais vantajosos.

Investigações devem se estender
Com equipes atuando simultaneamente em Brasília e São Paulo, a expectativa é de que o caso se prolongue por meses. Em um cenário considerado otimista, a conclusão do inquérito pode ocorrer apenas ao longo do segundo semestre de 2026.

A avaliação interna é de que a complexidade financeira do caso, aliada à quantidade de documentos e dados digitais apreendidos, exige tempo adicional para análise detalhada e cruzamento de informações.


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