A iniciativa começou na quarta-feira (28), por ordem de Alexandre de Moraes, do STF

Mateus Omena Publicado em 29/12/2022, às 11h10
A Polícia Federal (PF) realizou uma operação na noite de quarta-feira (28) para prender suspeitos de envolvimento na tentativa de invasão ao prédio da corporação e nos atos de vandalismo que resultaram em incêndios a carros e ônibus em Brasília, em 12 de dezembro.
A ação ocorreu por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). A medida faz parte de uma operação de grande escala, batizada de "Fuso a menos", que foi deflagrada na manhã de hoje (29), com mais de 30 mandados a serem cumpridos, contando prisõe, buscas e apreensões.
Ela está sendo realizada no DF e em mais sete estados: Pará, Tocantins, Ceará, Rio, São Paulo, Rondônia e Mato Grosso.
De acordo com a corporação, duas pessoas foram presas, uma no Rio e outra em Brasília.
Na capital do país, a primeira detida foi Klio Hirano. Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, ela tem forte atuação nas redes sociais, onde postou imagens do acampamento em frente ao QG do Exército, onde manifestantes exigem uma intervenção das Forças Armadas para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Klio também fez um vídeo em frente à sede da Polícia Federal no dia 12, quando ocorreram diversos atos de vandalismo no DF. No vídeo, ela pede que "defensores da pátria" sigam ao local. "É hoje que a gente vai ter a GLO (Garantia da Lei e da Ordem) que a gente está tando procurando".
Naquele momento, os ataques à sede da PF foram provocados como uma resposta à prisão do indígena bolsonarista José Acácio Serere Xavante. Desde então, o vandalismo se tornou uma das principais ferramentas de intimidação de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) que pedem por um golpe de estado.
José Acácio Serere Xavante foi preso após pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República), que apontou o envolvimento dele nos atos antidemocráticos na capital federal.
Desde o fim da eleição presidencial, houve uma escalada de violência promovida por grupos bolsonaristas. As intimidações são feitas por meio de agressões, sabotagem, saques, sequestro e tentativa de homicídio. Diante da situação, as autoridades passaram a emitir alertas de ações terroristas e a efetuar prisões e investigações.
Recentemente, alguns desses manifestantes criaram um clima de tensão em Brasília, na véspera de Natal, quando um homem foi preso suspeito de ter tentado explodir um caminhão de combustível. Agora, a preocupação consiste em possíveis atos terroristas na cerimônia de posse de Lula, marcada para o próximo domingo (1).
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