As investigações revelaram que os abusos ocorreram entre os 7 e 14 anos das meninas

Manoela Cardozo Publicado em 01/03/2025, às 12h00
Um pastor evangélico foi condenado a 45 anos de prisão pelo estupro de suas filhas gêmeas adotivas. Ele estava preso preventivamente desde o ano passado, após uma das vítimas denunciá-lo.
As investigações do Núcleo de Investigações Especiais (Niesp) apontaram que os abusos ocorreram entre os 7 e os 14 anos das meninas. A Polícia Civil apurou que os crimes tiveram início em Itaquaquecetuba, São Paulo, onde o pastor residiu por 50 anos, teve três filhos e construiu sua família. Após a morte da esposa, ele se casou com a mãe das vítimas.
Depois da denúncia, o homem passou um período foragido e foi localizado pela Polícia Civil de Alagoas no município de Amaraji, em Pernambuco, onde foi preso.
Durante a investigação, o pastor, então com 79 anos, confessou os crimes e alegou que foi influenciado pelas filhas adotivas. Segundo as autoridades, os últimos abusos ocorreram em maio de 2020, quando as vítimas já tinham 14 anos.
O juiz Anderson Passo determinou a pena de 45 anos de reclusão, com acréscimo de dois meses e seis dias, devido a ameaças de morte feitas pelo condenado contra as vítimas.
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