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QUEDA LIVRE

Em vídeo, paraquedas não abre e empresário tem fim trágico após queda livre de dois mil metros

Aluno de paraquedismo, o empresário Andrius Pantaleão estava em seu terceiro salto no curso de paraquedismo, em Boituva

Aluno que morreu em Boituva estava em seu terceiro salto no curso de paraquedismo - Imagem: reprodução portaldonic
Aluno que morreu em Boituva estava em seu terceiro salto no curso de paraquedismo - Imagem: reprodução portaldonic

Publicado em 01/08/2022, às 13h17 Jair Viana


A morte do empresário e aluno de paraquedismo Adrius Pantaleão, que despencou de dois mil metros a uma velocidade de 20 quilômetros por hora, está sendo investigada pela Policia Civil de Boituva, o maior centro de treinamento desta modalidade esportiva. Era o terceiro salto de Pantaleão. O instrutor chegou a segurar o aluno pela perna, mas não resistiu.

Em um vídeo, exclusivo do Fantástico, gravado pela câmera presa ao capacete do instrutor de Andrius, mostra o que aconteceu. Andrius ainda estava na metade do curso e fazia o seu terceiro salto, ainda acompanhado do instrutor, quando se lançou do avião. Pouco depois, ele é segurado pela manga pelo instrutor, que verifica se está tudo certo.

Andrius sinaliza saber a posição da manopla que comanda o paraquedas, na base da mochila, e o instrutor solta o aluno para a manobra de estabilização.

Em princípio, logo soltar, o instrutor acha que está tudo bem, pois o aluno desce normalmente. Caindo a mais de 200 quilômetros por hora, Andrius tem pouco tempo para se estabilizar, e não dá certo. Ele começa girar cada vez mais depressa.

O instrutor chega perto, agarra novamente o aluno, agora pela perna, mas não consegue segurar por muito tempo. Andrius se afasta, sem parar de girar; se aproximando rapidamente do chão.

O instrutor abre o próprio paraquedas e o aluno não aparece mais nas imagens. Ele despencou em queda livre por cerca de dois mil metros, batendo no portão de uma casa, onde morre. Assista ao vídeo:

A Polícia já investiga o e diz que há problemas no esquema de segurança do paraquedismo em Boituva. A Justiça suspendeu os saltos sobre a cidade, que é considerada a capital brasileira do paraquedismo. 

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