Família questiona assistência prestada à mulher de 32 anos e cobra esclarecimentos sobre as circunstâncias do caso

Julio Cezar Souza Publicado em 08/06/2026, às 12h06
A morte de uma mulher de 32 anos dentro de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, passou a ser investigada pelas autoridades após familiares levantando suspeitas sobre possíveis falhas no atendimento médico prestado ao paciente.
Brenda Larissa Maia se destacou na unidade de saúde no sábado após sentir fortes dores no peito. Segundo parentes, ela possuía histórico de problemas cardíacos e também convivência com fibromialgia. Horas depois da internação, um paciente registrou vídeos mostrando áreas do setor médico aparentemente vazias e encaminhou como imagens para familiares.
Nas gravações, feitas na madrugada de domingo, Brenda percorria os corredores da unidade enquanto relatava dificuldades para conseguir assistência. As imagens rapidamente se tornaram parte central dos questionamentos apresentados pela família após a confirmação da morte.
De acordo com o irmão do paciente, Hudson Lucas Maia, Brenda havia sido colocado sob observação e recebia oxigênio, mas decidiu deixar o local onde estava para buscar ajuda. Ele afirma que a irmã demonstrou preocupação com a piora do quadro clínico e tentou chamar atenção para a ausência de profissionais nos consultórios que filmou.
A mãe da paciente também relatou ter recebido mensagens da filha durante a noite informando que seu estado de saúde estava se agravando. Poucas horas depois, a família foi comunicada sobre o falecimento.
Segundo os relatos, os parentes encontraram informações divergentes ao buscar esclarecimentos sobre os procedimentos adotados pela equipe médica e sobre a situação da morte. A situação aumentou a desconfiança dos familiares, que registraram ocorrência policial para que o caso fosse apurado.
Hudson afirma ainda que exames realizados por Brenda já apontaram alterações preocupantes quando ela chegou à unidade. Na avaliação da família, o quadro prevê uma resposta mais rápida por parte da equipe de saúde.
A Polícia Civil de Minas Gerais informou que instaurou inquérito para apurar os fatos. O corpo do paciente foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal para exames periciais, que deverão ajudar a esclarecer a causa da morte e a dinâmica dos acontecimentos.
Os investigadores aguardam a conclusão dos laudos técnicos para determinar se houve irregularidade no atendimento prestado e se existem responsabilidades a serem atribuídas. Até a finalização das análises, as estatísticas da morte seguem sob apuração.
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