Ação do Ministério Público e da Polícia Civil mira grupo envolvido em extorsão de operador na capital paulista

Letícia Sales Publicado em 07/04/2026, às 10h17
Uma operação conjunta do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta terça-feira (7), quatro suspeitos de envolvimento no sequestro de um operador de criptomoedas em meio a uma disputa que ultrapassa R$ 70 milhões. A ação, batizada de “Criptonita”, é um desdobramento de investigações iniciadas após o crime ocorrido no ano passado.
O caso teve início quando a vítima foi abordada no Shopping Cidade Jardim, na Zona Sul da capital paulista, e levada para um cativeiro em um sítio na região de Santa Isabel. Na ocasião, parte dos envolvidos já havia sido presa, e o homem acabou libertado.
De acordo com as autoridades, o crime teria sido motivado por uma negociação frustrada de criptoativos. Um dos suspeitos teria procurado o operador para realizar uma transação que não foi concluída. A partir disso, o grupo passou a exigir valores, utilizando violência e ameaças para tentar obter acesso a recursos financeiros.
As investigações apontam ainda que parte do dinheiro cobrado pela quadrilha estaria ligada a um furto milionário contra uma instituição bancária, cujo valor foi posteriormente bloqueado. A impossibilidade de acessar esses recursos teria impulsionado a ação criminosa.
Entre os presos nesta fase da operação está um guarda civil municipal do interior paulista. Mandados também foram cumpridos em diferentes regiões, incluindo a capital, a Grande São Paulo e cidades do interior, além de uma prisão realizada em Natal.
Ao todo, foram expedidos cinco mandados de prisão temporária, sendo quatro cumpridos até o momento. A Justiça autorizou ainda buscas em 13 endereços ligados aos investigados, resultando na apreensão de veículos de luxo, equipamentos eletrônicos e dinheiro.
Segundo a Polícia Civil, mensagens encontradas nos celulares dos suspeitos revelam que o crime foi planejado com antecedência, incluindo o monitoramento da vítima. Os investigadores também apuram a possível ligação dos envolvidos com o Primeiro Comando da Capital.
A quebra de sigilo de comunicações foi autorizada para aprofundar as apurações e identificar outros integrantes da organização criminosa. O caso segue em investigação.
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