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Moraes mantém prisão de Delgatti e Zambelli segue foragida após condenação por invasão ao CNJ

Walter Delgatti e Carla Zambelli foram condenados por invasão de sistemas e falsidade ideológica, com penas severas impostas pela Justiça

Ministro do STF destaca a periculosidade social de Delgatti e nega progressão ao regime semiaberto após dois anos de prisão - Imagem: Reprodução/ Twitter/ Lula Marques/ Agência Brasil
Ministro do STF destaca a periculosidade social de Delgatti e nega progressão ao regime semiaberto após dois anos de prisão - Imagem: Reprodução/ Twitter/ Lula Marques/ Agência Brasil

Redação Publicado em 19/07/2025, às 17h04


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão preventiva do hacker Walter Delgatti Neto, condenado a 8 anos e 3 meses de reclusão por invadir sistemas da Justiça brasileira. No mesmo processo, a deputada Carla Zambelli (PL-SP) recebeu pena de 10 anos de prisão e teve seu mandato parlamentar cassado.

Ambos foram considerados culpados pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica, por inserirem documentos falsos no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), incluindo um mandado de prisão forjado contra o próprio Moraes.

Na decisão publicada neste sábado (19), Moraes destacou a “periculosidade social” e a gravidade das ações atribuídas a Delgatti, alegando que sua liberdade representaria risco à ordem pública e à aplicação da lei penal. O hacker, preso há dois anos no Presídio de Tremembé (SP), teve o pedido da defesa para progressão ao regime semiaberto negado. Os advogados argumentavam que ele já cumpriu 20% da pena e poderia avançar de regime.

A defesa de Delgatti afirma que ele foi “enganado” por promessas de Zambelli, apontada como a mentora intelectual do esquema. Já os advogados da deputada chamaram o hacker de “mitomaníaco” e negaram qualquer vínculo entre os dois, chegando a pedir uma acareação on-line. Além das penas de prisão, ambos foram condenados a pagar R$ 2 milhões por danos morais e materiais coletivos.

Zambelli permanece foragida na Itália. Ela havia solicitado licença médica da Câmara para tratamento nos EUA e, durante uma live, anunciou que não voltaria ao Brasil. Em resposta, Moraes determinou sua prisão preventiva e solicitou à Interpol a inclusão do nome da parlamentar na lista de difusão vermelha.

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