Imagens circulando nas redes sociais levantam questões sobre a autenticidade do corpo encontrado e a verdadeira identidade da jovem

William Oliveira Publicado em 03/11/2025, às 11h01
Envolta em mistério, a suposta morte de Maria Eduarda Santos, conhecida como “Japinha do CV”, continua sem confirmação oficial. Apontada como figura de destaque no Comando Vermelho (CV), a jovem teria sido atingida por um disparo no rosto durante uma megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos. No entanto, novas informações colocam em dúvida a autenticidade desse relato.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o corpo de uma mulher com o rosto desfigurado e características físicas semelhantes às de Maria Eduarda — incluindo o tom de pele e traços faciais. Porém, internautas apontaram diferenças marcantes, como a ausência de sinais e marcas conhecidas da “musa do crime”, levantando suspeitas de que as fotos possam ter sido manipuladas ou pertencer a outra pessoa.
Outro detalhe que tem intrigado as autoridades é o aspecto das unhas da mulher encontrada, descritas como bem cuidadas — um traço que coincidia com a vaidade notória de Japinha. Apesar disso, o Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro (IML-RJ) informou que, dos 117 mortos oficialmente registrados, apenas 115 foram identificados, e todos são homens.
Os dois corpos ainda sem identificação passam por novos exames papiloscópicos e de DNA para confirmação.
Entre os identificados, 59 tinham mandados de prisão em aberto e 97 apresentavam antecedentes criminais. Outros 12 foram ligados ao tráfico de drogas com base em evidências coletadas nas redes sociais. Segundo a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), isso indica que pelo menos 109 dos mortos tinham vínculos diretos com o Comando Vermelho.
Outro dado relevante mostra que 54% dos suspeitos mortos eram de fora do estado do Rio. Dos 62 foragidos vindos de outros estados, 19 eram do Pará, 12 da Bahia, e o restante de diversas regiões do país. A PCERJ acredita que o Rio de Janeiro servia de refúgio e ponto de encontro para líderes de facções criminosas de 11 estados diferentes.
As investigações sobre as mortes seguem sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), com acompanhamento do Ministério Público. A Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) também investiga as possíveis conexões da “Japinha do CV” com a cúpula do Comando Vermelho, e se ela realmente está entre as vítimas.
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