Polícia Civil do Rio mira núcleo financeiro da facção e investiga familiares do artista em esquema milionário

Redação Publicado em 29/04/2026, às 10h47
A Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou uma nova fase da Operação Contenção, focada na lavagem de dinheiro do Comando Vermelho, com alvos como a mãe e o irmão do rapper Oruam, além de seu pai, atualmente preso.
A investigação, que começou há um ano, revelou que o grupo utilizava contas de terceiros para ocultar e reinserir recursos ilícitos do tráfico de drogas no sistema financeiro, com movimentações financeiras incompatíveis com a renda dos envolvidos.
A operação faz parte de uma estratégia mais ampla do governo estadual para desmantelar a estrutura do grupo criminoso, resultando na prisão de mais de 300 pessoas e na apreensão de armas, com novas fases da operação previstas.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quarta-feira (29), mais uma fase da Operação Contenção, voltada ao combate à lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho (CV).
Entre os alvos estão Márcia Nepomuceno, mãe do rapper Oruam, e Lucas Santos Nepomuceno, irmão do artista. O pai do cantor, Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP e atualmente preso no sistema federal, também é citado nas investigações.
A ação é conduzida por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, que cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão em endereços nas regiões de Jacarepaguá e Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio.
Até o momento, um dos principais operadores do esquema foi preso. Trata-se de Carlos Alexandre Martins da Silva, apontado como peça-chave na engrenagem financeira da organização criminosa.
De acordo com a investigação, iniciada há cerca de um ano, o grupo atuava na movimentação, ocultação e reinserção de recursos ilícitos provenientes do tráfico de drogas no sistema financeiro formal. O esquema utilizava contas bancárias de terceiros para fragmentar valores e dificultar o rastreamento pelas autoridades.
Os recursos, segundo a polícia, eram destinados ao pagamento de despesas da facção, aquisição de bens e ocultação patrimonial. Também foram identificadas movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos investigados.
Durante as apurações, os agentes localizaram conversas entre integrantes do grupo e lideranças do Comando Vermelho, incluindo Carlos Costa Neves, apontado como um dos nomes relevantes dentro da facção.
A operação integra uma ofensiva mais ampla do governo do estado para enfraquecer a estrutura financeira, logística e operacional do grupo criminoso. Desde o início das ações, mais de 300 pessoas já foram presas, além de apreensões de armas e munições.
As investigações continuam e não está descartada a realização de novas fases da operação.
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