As investigações tiveram grandes avanços e permitiram que o crime fosse inteiramente descoberto

Juliane Moreti Publicado em 16/01/2023, às 18h30
Uma mãe e o companheiro foram descobertos pela polícia nesta segunda-feira (16), no estado do Rio de Janeiro, em Queimados. Os dois estão sendo acusados de cometer estupro contra a filha do casal, uma criança que possui apenas 3 anos de idade.
Tudo começou quando os médicos denunciaram para os investigadores que havia uma menina, não identificada, internada em estado grave e com indícios de violência sexual. A partir daí, as provas reunidas pelos policias mostram um possível autor do crime: o pai da criança.
Ainda por cima, os profissionais desconfiavam que a mãe acobertava os estupros para salvar o companheiro, pai da criança. A menina, então, era violentada com a consciência da mãe. No dia 20 de dezembro do ano passado, o homem recebeu um mandato de prisão pela justiça.
A desconfiança aconteceu por causa das diferentes versões apresentadas pela mãe da criança, quando ela foi questionada sobre os acontecimentos. A delegada responsável pelo caso, Mônica Areal, acrescentou que os agentes descobriram que a mulher avisou o companheiro sobre a descoberta e havia aconselhado que ele fugisse.
''A mãe tem a obrigação de zelar pelo bem-estar da sua filha e, já que teve o conhecimento do crime, deveria ter agido para impedir que os abusos prosseguissem'', iniciou a delegada, explicando mais sobre o caso da mãe e pai, não identificados, segundo o portal O Dia.
''Como ela acobertou os abusos, inclusive mentindo para a polícia e retardando as investigações, deve responder também pelo crime de estupro de vulnerável, estando sujeitar às mesmas penas que também cabem ao executor do crime'', acrescentou.
O irmão da mulher também foi levado para dar depoimento na delegacia. Ele contou que a mãe sabia dos abusos cometidos contra a filha, mas acobertava o crime para proteger o companheiro. Ele chegou a escutar, por telefone, a mulher pedindo para que o autor ''a tirasse da confusão''.
Nesta segunda-feira (16), a mulher foi presa, buscada pelos policiais no endereço que estava morando. Ela e o homem, agora, devem responder pelo crime. A criança, depois de 2 meses internada em estado grave, teve alta e está com ''uma família acolhedora'', conforme descreve o portal.
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