Diário de São Paulo
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Violência no Litoral

Jovem desaparecida é morta em “tribunal do crime” no Guarujá; quatro são presos

Polícia Civil aponta execução atribuída ao PCC por suposta ligação da vítima com facção rival; corpo ainda não foi localizado.

Viaturas da Polícia Civil durante operação da Deic em Santos que resultou na prisão de quatro suspeitos no caso - Imagem: Reprodução
Viaturas da Polícia Civil durante operação da Deic em Santos que resultou na prisão de quatro suspeitos no caso - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 19/02/2026, às 23h27


Uma jovem de 20 anos, desaparecida no Guarujá desde 2 de janeiro, foi assassinada em um 'tribunal do crime' do PCC, supostamente devido a sua ligação com o Comando Vermelho, embora seu corpo ainda não tenha sido encontrado.

Maria Eduarda Cordeiro da Silva, natural de Curitiba e com antecedentes por tráfico de drogas, havia se mudado para o Guarujá há três meses e foi sequestrada junto com seu namorado por integrantes do PCC após o Réveillon.

A polícia prendeu quatro suspeitos de homicídio qualificado e organização criminosa, enquanto as investigações prosseguem para localizar o corpo da vítima e esclarecer os detalhes do crime.

Uma jovem de 20 anos, desaparecida desde 2 de janeiro no Guarujá, litoral de São Paulo, foi morta em um “tribunal do crime” atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo informações da Polícia Civil. A motivação apontada é a suposta ligação da vítima com o Comando Vermelho (CV). O corpo ainda não foi encontrado.

A vítima foi identificada como Maria Eduarda Cordeiro da Silva. Natural de Curitiba, ela havia se mudado para o Guarujá há pouco mais de três meses e morava com o namorado. Conforme depoimento do companheiro, o casal teria sido sequestrado por integrantes do PCC pouco depois do Réveillon.

De acordo com a investigação, Maria Eduarda tinha antecedente por tráfico de drogas ainda na adolescência. A polícia afirma que ela integraria o CV, enquanto o namorado não seria vinculado a facção criminosa.

Nas redes sociais, a jovem publicava imagens portando armas de fogo e utilizando balaclava. Em uma das postagens, projéteis dispostos sobre uma mesa formavam as letras “C” e “V”, além da expressão “TD2”, referência atribuída à facção.

Nesta quinta-feira (19), policiais civis da 3ª Delegacia de Homicídios, com apoio do Grupo de Operações Especiais, ambos da Divisão Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santos, cumpriram mandados de busca e apreensão e de prisão temporária.

Quatro pessoas foram presas sob suspeita de organização criminosa e homicídio qualificado. Três homens, de 19, 24 e 28 anos, e uma mulher, de 21, permanecem detidos temporariamente. As investigações continuam para localizar o corpo e esclarecer todas as circunstâncias do crime.


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