Ela contou que viu a notícia, mas não pensou que o filho era a vítima

Vitória Tedeschi Publicado em 30/03/2023, às 15h28
No sábado (25), Gabriel Magalhães, um adolescente brasileiro de 16 anos, foi esfaqueado e morreu em uma estação de metrô na cidade de Toronto, no Canadá. O ataque aconteceu pouco antes da 21h.
De acordo com o jornal canadense Toronto Star, o jovem chegou a ser encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo a mídia canadense, a polícia afirmou que Gabriel Magalhães estava sentado em um banco perto das escadas rolantes da plataforma do metrô quando foi atacado. A polícia afirma que o ataque foi aleatório, sem motivação nenhuma.
Gabriel voltava para casa após sair com um grupo de amigos quando foi atacado. O autor, identificado como o morador de rua Jordan O’Brien-Tobin, de 22 anos, foi encontrado e preso no mesmo dia, ele responderá pelo crime de homicídio em 1º grau.
A mãe do jovem, Andrea Magalhães, contou também ao Toronto Star que a família se mudou para Toronto há mais de 20 anos para buscar uma melhor qualidade de vida.
"Eu acreditava que não havia um lugar melhor no mundo para criar meus filhos que aqui em Toronto. Nós deixamos São Paulo, uma cidade muito, muito perigosa, muito violenta, estávamos procurando uma vida melhor, oportunidades, e queríamos ter filhos", afirmou ela.
Me disseram que ele não teve nenhuma chance de se defender", relatou a mãe. Andrea disse à mídia canadense que o filho foi atingido com três golpes de faca na altura do coração.
Enfermeira em um hospital da cidade, ela disse que ouviu a notícia, mas não desconfiou que a vítima tinha sido seu filho. Ela começou a ficar preocupada quando o filho não respondeu suas mensagens e telefonemas no sábado à noite. Pensando que Gabriel poderia chegar tarde, deixou a porta da casa aberta e ficou acordada. Os investigadores chegaram para avisar que o filho havia morrido.
Neste momento, pessoalmente, eu não o culpo. Eu culpo o sistema. Por que ele não estava sendo atendido? Se nós quisermos resolver o problema, precisamos ir mais fundo do que colocar guardas no metrô e nas ruas. Precisamos do apoio apropriado, e não de cortar fundos de saúde pública. Precisamos investir mais. Essa é uma cidade rica. Nós pagamos muitos impostos e queremos que nosso dinheiro vá para a segurança", desabafou.
Vale citar que a cidade enfrenta uma onda de ataques aleatórios dentro do metrô da cidade. Em 2022, houve 1.068 incidentes violentos contra passageiros na rede de transporte público, enquanto em 2019, antes da pandemia, o número de incidentes violentos foi de 669.
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