Ação da Polícia Federal integra investigação sobre gestão de recursos do Rioprevidência e apura suspeitas de obstrução de Justiça e ocultação de provas.

Ana Beatriz Publicado em 12/02/2026, às 17h49
Igor Paganini, diretor comercial em Santa Catarina, foi identificado como o responsável por lançar uma mala com R$ 429 mil pela janela durante a Operação Barco de Papel, que investiga crimes financeiros envolvendo R$ 2,6 bilhões do fundo previdenciário Rioprevidência.
A operação, que ocorreu em Balneário Camboriú, resultou na recuperação do dinheiro, apreensão de veículos de luxo e celulares, e investiga a possível obstrução de provas por parte de envolvidos, incluindo o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Antunes.
Os mandados de busca foram expedidos pela Justiça Federal do Rio de Janeiro, e os suspeitos, incluindo Antunes e os irmãos Schmitz, permanecem presos, enquanto o Rioprevidência se coloca à disposição para colaborar com as investigações.
A Polícia Federal identificou como Igor Paganini o homem que lançou uma mala com R$ 429 mil em espécie pela janela de um apartamento em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. Paganini atua como diretor comercial no estado, conforme informação confirmada pela BandNews FM.
O episódio ocorreu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão relacionados à terceira fase da Operação Barco de Papel, deflagrada nesta quarta-feira (11). A investigação apura crimes contra o sistema financeiro envolvendo a aplicação de R$ 2,6 bilhões do fundo previdenciário Rioprevidência no Banco Master.
Um dos mandados foi cumprido no edifício Paganini Tower, local de onde a mala foi arremessada. Inicialmente, a Polícia Federal investigava a companheira de Igor Paganini, mas ele passou a ser incluído entre os alvos após o ocorrido.
Durante a operação, os agentes recuperaram o dinheiro lançado pela janela, além de apreender dois veículos de luxo e dois aparelhos celulares. Entre os bens apreendidos está uma BMW que pertence ao ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Antunes. Uma Porsche que havia sido transferida anteriormente ainda não foi localizada pelas autoridades.
Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal do Rio de Janeiro com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas. Segundo as apurações, os irmãos Rodrigo e Rafael Schmitz teriam retirado documentos do apartamento de Antunes antes da primeira fase da operação.
Deivis Antunes e os irmãos seguem presos sob suspeita de obstrução de Justiça e destruição de provas. Na etapa inicial da investigação, também foram alvos os ex-diretores de investimentos do Rioprevidência Eucherio Rodrigues e Pedro Pinheiro Guerra Leal.
Em nota, o Rioprevidência informou que permanece à disposição da Justiça para colaborar com as investigações. Até o momento, a defesa de Igor Paganini não foi localizada para comentar o caso.
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