O homem também é acusado de ameaçar moradores e exibir órgão genital no condomínio

Mateus Omena Publicado em 20/01/2023, às 11h58
Um idoso, de 70 anos, foi expulso de um condomínio, após ser acusado de 'espionar' vizinhas no banho pelas janelas basculantes que dão acesso aos corredores do prédio.
O suspeito também foi acusado de ameaçar, agredir e cometer injúrias contra outros moradores.
O caso aconteceu em Praia Grande, no litoral sul de São Paulo, segundo a TV Tribuna, afiliada da Rede Globo. O suspeito não teve sua identidade revelada pela polícia.
As investidas do idoso começaram em 2020 e, no ano seguinte, ele teve a prisão preventiva decretada, no entanto a detenção acabou sendo convertida em internação psiquiátrica.
Mesmo assim, ele acabou expulso do prédio por decisão do juiz Sergio Castresi de Souza Castro, da 3ª Vara Cível de Praia Grande.
No documento do processo, o magistrado proibiu o homem de acessar e frequentar as áreas comuns e particulares do condomínio Aramacá Aruana Araucária, no bairro Guilhermina. Ele tem até 5 de fevereiro para a desocupar o imóvel "sob pena de uso de força policial".
Em entrevista a TV Globo, o advogado Thyago Garcia, que representa o condomínio no processo, afirmou que o suspeito já deixou o local.
O homem é acusado de importunação sexual por cinco moradoras do condomínio Aramacá Aruana Araucária. Mas, três foram alvos de representações criminais.
Além de 'espionagem' nos banhos, o homem chamou uma das vítimas de "sapatona", afirmou que a estupraria e também passou a amolar uma faca na direção dela como uma ameaça. Ele também teria o 'costume' de exibir o órgão genital pelas dependências do condomínio.
O idoso também é acusado de agredir e ameaçar de morte o síndico do condomínio. Segundo o documento do processo, ele chegou a dizer a outros moradores que tinha "preparado a cova" do homem.
O agressor teve o pedido de prisão preventiva decretado em agosto de 2021, após descumprir uma medida protetiva - distância mínima de 100 metros - estabelecida depois de ameaçar e perturbar o síndico e moradores.
O pedido de prisão para o acusado, no entanto, foi convertido posteriormente na internação em uma clínica psiquiátrica, devido a problemas apontados como "possíveis transtornos mentais".
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