Nesta quarta-feira (15), a esposa da vítima contou detalhes de como tudo aconteceu

Juliane Moreti Publicado em 15/02/2023, às 19h12
Em Curitiba, David Luiz Porto Santos, de 33 anos, morreu depois de uma anestesia enquanto passava por oito horas em uma sessão de tatuagem realizada no braço.
Apesar do caso ter acontecido em 2021, na última quarta-feira (8), o caso foi divulgado para o público, assim como detalhes do depoimento da mulher.
Na época, o acontecimento foi registrado na Delegacia de Homícidios de Proteção à Pessoa e apontou que houve uma má conduta por parte do tatuador, que deve ser ouvido nesta quinta-feira (16) na delegacia da região.
A esposa de David contou que ele estava bem durante toda a sessão. Até que, na finalização da tatuagem, o profissional passou um anestésico nele no braço todo. ''Meu marido disse que a pressão dele estava baixando e o tatuador disse que era normal'', contou.
''Eu falei para o tatuador que ele (David) não estava bem. Eu coloquei a mão no peito do meu marido e vi que o coração estava acelerado. Pedi para chamar o Samu. Deitaram o meu marido na maca, ergueram as pernas dele, a pupila dele dilatou e ele convulsionou. Chegou no hospital já sem vida'', acrescentou.
O delagado Wallace de Brito, conforme informações do portal UOL, disse que o tatuador afirmou utilizar o medicamento com frequência, junto da receita médica. Porém, alguns dados não ''bateram''. A receita era de uma médica veterinária que alegou não ter fornecido o receituário.
''Estamos finalizando esse inquérito nos próximos dias, mas todos os indícios apontam que houve crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar'', especificou o delegado do caso sobre o andamento das investigações.
O portal teve acesso ao laudo da morte de David com mais detalhes. O medicamento, cujo o nome é lidocaína, é uma droga anestésica usada para diminuir a dor em pacientes que passaram por procedimentos médicos.
''Conclui a legista que a morte de David é de causa indeterminada. Muito embora os achados necroscópicos e de exames sejam sugestivos de intoxicação exógena por lidocaína, o perito não tem como afirmar categoricamente que essa foi a causa do óbito'', informa o documento.
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