O criminoso vendia o alimento aos consumidores por valor 400% mais caro

Mateus Omena Publicado em 13/09/2022, às 17h15
Um homem de 43 anos foi preso por suspeita de pintar sementes de feijão fradinho de verde, para vendê-las como se fossem feijão de corda. O crime aconteceu em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
O golpe consistia em superfaturar o alimento, se aproveitando da situação do quilo do feijão mais convencional, de cor marrom, que nos mercados custa em torno de R$ 6,50, enquanto o feijão de corda é vendido por R$ 27,50, 400% mais caro.
No entanto, o esquema foi revelado à Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio de denúncias anônimas feitas por possíveis consumidores que foram enganados.
A corporação enviou agentes até uma casa no bairro Gamboa, na capital do estado, onde foram encontrados carregamentos de feijão ainda sem a pigmentação verde e os potes do corante alimentício usado na falsificação.
Depois da identificação destas pistas, os investigadores conseguiram localizar o homem que seria o líder do esquema.
Após ser detido pelos policiais, ele foi interrogado e confessou ter participado do crime, informou o portal UOL.
O criminoso, cuja identidade não foi revelada, explicou que, de segunda a sexta-feira, vendia o feijão adulterado em uma feira livre em São João de Meriti.
Aos finais de semana, viajava para São Gonçalo para vender os falsos feijões de corda para outros consumidores.
O suspeito foi preso na segunda-feira (12) por agentes da Decon (Delegacia do Consumidor). De acordo com os investigadores, ele é natural do Rio Grande do Sul.
Durante o depoimento, o chefe do esquema alegou ter aprendido sobre o "truque" para superfaturar o produto durante um período em que morou em São Paulo.
Após a prisão do homem e a apreensão dos materiais do crime, a casa da Gamboa em que funcionava a falsificação do feijão corda foi interditada. O criminoso deve responder por crime contra as relações de consumo.
A Polícia não informou se o tipo de corante usado para adulterar os feijões poderia fazer algum mal à saúde dos consumidores.
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