Diário de São Paulo
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INVESTIGAÇÃO

Gêmea de “serial killer” é denunciada pelo MP por ajudar a irmã a matar quatro pessoas

Denúncia aponta que Roberta Cristina Veloso Fernandes planejava e instigava os crimes; quatro pessoas teriam sido envenenadas em SP e no RJ

Irmãs Ana Paula (à esquerda) e Roberta são investigadas pelas mortes - Imagem: Reprodução
Irmãs Ana Paula (à esquerda) e Roberta são investigadas pelas mortes - Imagem: Reprodução

Lívia Gennari Publicado em 20/10/2025, às 14h46


O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou Roberta Cristina Veloso Fernandes, gêmea de Ana Paula Veloso Fernandes, apontada como “serial killer”, por ajudar a irmã a matar quatro pessoas. As duas permanecem presas.

Os crimes ocorreram entre janeiro e maio, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, as vítimas teriam sido envenenadas, mas os laudos periciais ainda não foram concluídos para indicar as substâncias usadas.

Segundo a denúncia do MP, Roberta planejava e instigava Ana Paula a cometer os assassinatos e chegou a participar dos chamados “planos macabros”. Ela é acusada de colaborar nos homicídios de Marcelo Hari Fonseca e Maria Aparecida Rodrigues, em Guarulhos (SP); Neil Corrêa da Silva, em Duque de Caxias (RJ); e Hayder Mhazres, em São Paulo.

Três dos quatro corpos já foram exumados para análise. No caso de Hayder, sepultado na Tunísia, a exumação depende de autorização dos governos brasileiro e tunisiano. As investigações apontam que as irmãs usavam veneno em comidas e bebidas, motivadas principalmente por ganhos financeiros.

A Polícia Científica encontrou resquícios de “chumbinho”, um tipo de veneno usado para matar ratos, em um frasco apreendido na residência de Ana Paula em Guarulhos. Segundo a apuração, Ana Paula teria contado com a ajuda de duas pessoas para cometer os assassinatos.

As investigações também apontam que Ana Paula pode ter matado ao menos 14 cães. Em interrogatório gravado, a universitária admitiu ter envenenado alguns animais com “chumbinho”. Caso as mortes sejam confirmadas, as suspeitas poderão responder também por maus-tratos a animais.

A investigação segue em andamento, e apolícia tenta reunir provas para concluir o inquérito e encaminhar o caso à Justiça. Caso sejam condenadas, as irmãs podem responder por homicídio qualificado, maus-tratos a animais e associação criminosa.


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