A advogada da mulher afirma que ela não sabia que estava com um mandato em aberto

Nathalia Jesus Publicado em 25/04/2023, às 11h07
Na última segunda-feira (24), a entregadora Viviane Maria de Souza Teixeira compareceu à 15° DP (Gávea) para prestar depoimento sobre a agressão que sofreu por parte da ex-jogadora de vôlei Sandra Mathias em São Conrado, na região sul do Rio de Janeiro.
Na mesma ocasião, a mulher se entregou à polícia para cumprir um mandato de prisão que estava aberto contra ela desde 2017 pela Justiça de São Paulo por tráfico de drogas.
"Ela abalou meu psicológico, ela acabou com a minha vida. Eu não sou mais a mesma Viviane", disse a entregadora ao chegar na delegacia.
Viviane ainda afirmou que é inocente e irá provar que as acusações de tráfico de drogas contra ela são infundadas. Ela também disse que a prioridade no momento é prestar os devidos esclarecimentos sobre a agressão que sofreu de Sandra Mathias.
"Eu estou aqui para fazer justiça contra a Sandra. Eu sou inocente e estou aqui para falar para todos. E estou sendo acusada, mais uma vez, injustamente", afirmou a vítima.
A entregadora chegou na unidade policial abraçada com o filho, Carlos Henrique Souza. Ele admitiu que só soube que a mãe havia sido agredida quando viu os noticiários.
De acordo com a advogada de Viviane, nem ela e nem família sabia que existia esse mandato de prisão contra ela aberto em São Paulo.
“Fomos surpreendidos. Ela está chateada porque foi pega de surpresa. É um mandado antigo, de 2017. Ela não esconde que era consumidora de maconha. De fato, ela passou por uma custódia em São Paulo, mas achou que estava tudo bem", afirmou Prisciany Sousa, advogada e representante de Viviane.
A defesa da entregadora também disse que o mandato de prisão é pela falta de cumprimento de medidas cautelares, mas que ela nunca teve outro problema Judiciário e vive no Rio de Janeiro há sete anos, segundo informações do g1.
A advogada ainda enfatizou que Viviane não se apresentou antes na delegacia porque estava em tratamento psicológico. O laudo que comprova essa fala já nas mãos das autoridades, de acordo com ela.
O mandado em aberto contra a entregadora é na cidade de Laranjal Paulista, no interior de São Paulo, e com validade até 2036. O documento consta no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP).
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