O crime foi detalhado pelo advogado e pelo marido da suspeita

Mateus Omena Publicado em 05/02/2023, às 15h34
Uma enfermeira foi presa e acusada de ter estrangulado seus três filhos pequenos até a morte, antes de tentar se matar.
Ela justificou à Justiça, por meio de seu advogado, que estava lidando com ideação homicida e suicida depois de ter sido medicada em excesso com vários medicamentos prescritos. O crime aconteceu em Massachusetts (EUA).
Durante uma entrevista com o The Boston Globe, o advogado de defesa Kevin J. Reddington disse que Lindsay Clancy, de 32 anos, recebeumedicamentos prescritos para transtornos de humor, ansiedade e psicose.
"Uma das principais questões aqui é a terrível supermedicação de drogas que causaram ideação homicida, ideação suicida", disse Reddington. “Eles [Lindsay e seu marido] foram aos médicos várias vezes dizendo 'Por favor, ajude-nos'. Isso estava a transformando em um zumbi... os medicamentos prescritos eram exagerados, absolutamente exagerados."
Acredita-se que Lindsay sofria de transtorno de humor pós-parto na época em que supostamente estrangulou seu filho de 7 meses, Callan, sua filha de 5 anos, Cora, e seu filho de 3 anos, Dawson.
"Ela teve atendimento médico e tratamento regularmente", explicou o advogado. "E seu marido foi muito proativo em tentar protegê-la e ajudá-la com a medicação que os médicos lhe prescreveram. Eles passaram por um inferno "
Em uma campanha na plataforma de vaquinhas GoFundMe, o marido de Lindsay, Patrick Clancy, criou um pedido de ajuda para as despesas com o funeral das crianças. Em um texto, ele escreveu sobre seus três filhos e pediu ao público que perdoasse sua esposa.
"O choque e a dor são excruciantes e implacáveis. Lembro deles sempre e com o pouco sono que consigo, sonho com eles repetidamente", escreveu Patrick em 28 de janeiro. "Cora, Dawson e Callan foram a essência da minha vida e estou completamente perdido sem eles."
Ao escrever sobre Lindsay, Patrick disse que o casamento deles era "maravilhoso”, antes dos problemas de saúde da esposa: "Tive tanto orgulho de ser seu marido, quanto de ser pai e me senti persistentemente sortudo por tê-la na minha vida."
Ele declarou perdoa Lindsay e pediu a outros que também o fizessem: "Quero pedir a todos vocês que encontrem no fundo de si mesmos o perdão de Lindsay, como eu fiz", escreveu ele. "A verdadeira Lindsay era generosamente amorosa e atenciosa com todos - eu, nossos filhos, família, amigos e seus pacientes. As próprias fibras de sua alma são amorosas. Tudo o que desejo para ela agora é que ela possa encontrar a paz de alguma forma."
Reddington disse ao The Globe que entre outubro e janeiro do ano passado, Lindsay recebeu 13 medicamentos psiquiátricos prescritos, incluindo Ambien, Valium, Zoloft e Prozac, mas o advogado não revelou as dosagens. Ele disse que contratou um toxicologista para revisar os medicamentos e as dosagens prescritas para Lindsay.
Lindsay, que trabalhava como enfermeira da maternidade do Hospital Geral de Massachusetts, ainda está hospitalizada em Boston.
"Ela não consegue sair da cama. Ela não consegue andar. Não sei qual é o prognóstico médico em relação a isso, mas no momento ela não consegue andar", disse Reddington. "Ela não está em boa forma física. Ela não está em boa forma emocional."
Lindsay está atualmente sob custódia da polícia, disse o promotor distrital do condado de Plymouth, Tim Cruz, em um comunicado no Twitter. Ela recebeu duas acusações de homicídio e três acusações de estrangulamento e agressão.
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