Diário de São Paulo
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Doméstica grávida agredida por ex-patroa diz que perdeu cerca de 50% da audição

Jovem de 19 anos afirma que exames indicam perda auditiva parcial após agressões sofridas em acusação de roubo

Ex-patroa foi presa após denúncia de tortura feita pela vítima em Paço do Lumiar - Imagem: Reprodução
Ex-patroa foi presa após denúncia de tortura feita pela vítima em Paço do Lumiar - Imagem: Reprodução

Lívia Gennari Publicado em 15/05/2026, às 19h12


A empregada doméstica Samara Regina, de 19 anos,  que denunciou ter sido agredida pela ex-patroa em abril, em Paço do Lumiar, afirmou na última quinta-feira (14), por meio das redes sociais, ter realizado exames médicos que indicaram perda de aproximadamente metade da capacidade auditiva. Grávida de seis meses, a jovem disse ter procurado atendimento ao perceber dores constantes e dificuldade para ouvir sons no dia a dia.

"Eu estava ouvindo muito baixo, mas não achei que era algo tão sério, mas aí eu comecei a sentir muitdor ao dormir, ou com barulho muito alto, aí eu resolvi fazer essa consulta, contou em vídeo publicado nas redes. 

A jovem relatou que o diagnóstico ainda é preliminar. Segundo ela, os primeiros exames indicam perda auditiva em ambos os ouvidos, embora novos testes sejam necessários para confirmação.

Ela também relatou episódios de confusão e desconforto, como dificuldade para perceber a própria voz em algumas situações. Apesar do susto, disse que já está em acompanhamento médico e deve passar por nova consulta nos próximos dias para reavaliação do quadro.

Relembre o caso

O episódio de violência ocorreu em 17 de abril, quando Samara foi agredida na residência onde trabalhava. A jovem afirma ter sido alvo de socos, puxões de cabelo e ameaças durante uma discussão motivada pela suposta perda de um anel. O objeto, segundo investigações, teria sido posteriormente encontrado no imóvel.

A suspeita, identificada como a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos apontada como ex-patroa da vítima, está presa no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, no Maranhão. Um policial militar também é investigado por suposta participação nas agressões e permanece detido no Comando Geral da corporação. Ambos respondem a acusações que incluem tentativa de homicídio qualificado, tortura e cárcere privado, entre outros crimes.

Nas últimas semanas, o caso teve novos desdobramentos e mobilizou autoridades estaduais. O governo estadual chegou a anunciar que Samara deve ser contratada para uma função administrativa, além de receber apoio social e assistencial durante o período de recuperação e gestação.

O caso segue em investigação pelas autoridades competentes, que apuram as circunstâncias das agressões e a eventual participação de outros envolvidos.


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