Rebelião começou após apreensão de bebida artesanal e foi controlada sem feridos; presos envolvidos serão transferidos

Gabriela Nogueira Publicado em 24/11/2025, às 17h39
A Penitenciária 3 do Complexo Campinas-Hortolândia registrou na manhã desta segunda-feira (24), um novo episódio de instabilidade. Detentos iniciaram uma rebelião que provocou danos às instalações da unidade e mobilizou equipes de segurança. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, presos incendiaram colchões e destruíram portas automatizadas, criando um cenário de fumaça intensa que pôde ser visto do lado de fora.
A confusão teve início um dia depois da apreensão de bebida alcoólica produzida clandestinamente dentro da penitenciária. A retirada do material teria desagradado parte dos internos, desencadeando a revolta. Apesar da dimensão do tumulto, a pasta informou que a situação foi controlada de maneira rápida pelos policiais penais, sem registro de feridos nem relatos de reféns.
A contenção dos detentos ocorreu com o apoio da Célula de Intervenção Rápida, grupo treinado para atuar em crises dentro das unidades. A Secretaria também confirmou que os presos considerados responsáveis pelo ato serão transferidos para outros presídios do estado como medida disciplinar.
A Polícia Militar foi acionada e permaneceu na área externa para dar suporte às operações internas, que ficaram sob coordenação da Polícia Penal. Um helicóptero da corporação sobrevoou a penitenciária durante o incidente, enquanto moradores registravam a fumaça escura que saía do local. Por volta das 13 horas, o fogo já havia sido contido e o ambiente voltou à normalidade.
O sindicato que representa os policiais penais informou que as primeiras comunicações apontavam para uma briga entre presos, sem qualquer tomada de reféns. As imagens que circularam pelas redes reforçaram a preocupação com as condições da unidade.
De acordo com dados recentes da Secretaria, a P3 abriga quase o dobro de sua capacidade. Até 19 de novembro, o presídio mantinha 1.277 pessoas privadas de liberdade, embora tenha sido projetado para receber no máximo 700. A disparidade reacende o debate sobre a superlotação e os riscos crescentes enfrentados por funcionários e internos.
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