Daiane Alves de Souza, de 43 anos, foi encontrado nesta quarta-feira (28) em Caldas Novas (GO)

William Oliveira Publicado em 28/01/2026, às 11h11 - Atualizado às 11h44
O trágico desfecho do desaparecimento de Daiane Alves de Souza, de 43 anos, foi confirmado nesta quarta-feira (28) em Caldas Novas (GO). Após 42 dias de buscas, o corpo da corretora foi encontrado em uma região de mata, a cerca de 15 quilômetros do centro da cidade. A descoberta foi revelada por Cléber Rosa de Oliveira, síndico do prédio onde a família de Daiane mora, que assumiu ser o autor do crime.
O assassinato ocorreu no dia 17 de dezembro de 2025, e as investigações, somadas à confissão de Cléber, detalharam os eventos que levaram à tragédia:

O crime não foi um ato isolado. Nove dias antes da confissão, o Ministério Público denunciou Cléber por stalking, apontando seu comportamento abusivo e reiterado contra Daiane.
Segundo a denúncia, o síndico teria interferido no fornecimento de serviços essenciais dos apartamentos administrados por Daiane, como água, energia, gás e internet. Entre fevereiro e novembro de 2025, ele teria submetido a corretora a monitoramento constante, agressões verbais e físicas e perturbações na vida profissional. Em contrapartida, havia uma acusação de Daiane por invasão de domicílio na sala administrativa do síndico, considerada sem fundamento pela defesa da vítima.
A Polícia Civil também prendeu Maykon Douglas de Oliveira, filho de Cléber, como suspeito de envolvimento no crime. O porteiro do edifício foi convocado para prestar esclarecimentos devido a um hiato no sistema de monitoramento que coincidiu com o momento em que Daiane retornou ao subsolo.
Um elemento crucial para as investigações foi o hábito de Daiane de registrar seus deslocamentos em vídeo e enviar a uma amiga. O último registro, feito no subsolo do prédio, não chegou ao destinatário e serviu como prova técnica essencial para ligar o local ao desaparecimento da corretora.
O corpo de Daiane foi encaminhado para perícia, devido ao estado avançado de decomposição. A polícia agora investiga o nível de envolvimento do filho do síndico e busca determinar se ele participou diretamente do homicídio ou apenas da ocultação do cadáver.
O caso segue sendo apurado pela Polícia Civil de Goiás.
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