Diário de São Paulo
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HOMICÍDIO

Corpo de corretora desaparecida é encontrado após 42 dias; síndico confessou crime

Daiane Alves de Souza, de 43 anos, foi encontrado nesta quarta-feira (28) em Caldas Novas (GO)

Cléber Rosa de Oliveira, síndico do prédio, confessou ter cometido o homicídio e ocultado o corpo da vítima - Imagem: Reprodução / Arquivo Pessoa / Fernanda Alves / TV Anhanguera
Cléber Rosa de Oliveira, síndico do prédio, confessou ter cometido o homicídio e ocultado o corpo da vítima - Imagem: Reprodução / Arquivo Pessoa / Fernanda Alves / TV Anhanguera

William Oliveira Publicado em 28/01/2026, às 11h11 - Atualizado às 11h44


O trágico desfecho do desaparecimento de Daiane Alves de Souza, de 43 anos, foi confirmado nesta quarta-feira (28) em Caldas Novas (GO). Após 42 dias de buscas, o corpo da corretora foi encontrado em uma região de mata, a cerca de 15 quilômetros do centro da cidade. A descoberta foi revelada por Cléber Rosa de Oliveira, síndico do prédio onde a família de Daiane mora, que assumiu ser o autor do crime.

O assassinato ocorreu no dia 17 de dezembro de 2025, e as investigações, somadas à confissão de Cléber, detalharam os eventos que levaram à tragédia:

  • Última aparição: imagens de câmeras de segurança mostram Daiane se dirigindo ao subsolo do condomínio para religar a energia de seu apartamento;
  • Confronto: no subsolo, Daiane teria se encontrado com Cléber, que alegou que uma discussão acalorada resultou no homicídio;
  • Ocultação do corpo: o síndico confessou ter transportado o corpo na carroceria de sua picape e abandonado-o em área rural. Inicialmente, Cléber havia afirmado não ter saído do condomínio naquela noite, mas as gravações contradisseram sua versão.

Histórico de perseguições

Cleber Rosa de Oliveira foi preso após confessar ter matado a corretora Daiane Alves de Souza - Imagem: Reprodução / TV Globo
Cleber Rosa de Oliveira foi preso após confessar ter matado a corretora Daiane Alves de Souza - Imagem: Reprodução / TV Globo

O crime não foi um ato isolado. Nove dias antes da confissão, o Ministério Público denunciou Cléber por stalking, apontando seu comportamento abusivo e reiterado contra Daiane.

Segundo a denúncia, o síndico teria interferido no fornecimento de serviços essenciais dos apartamentos administrados por Daiane, como água, energia, gás e internet. Entre fevereiro e novembro de 2025, ele teria submetido a corretora a monitoramento constante, agressões verbais e físicas e perturbações na vida profissional. Em contrapartida, havia uma acusação de Daiane por invasão de domicílio na sala administrativa do síndico, considerada sem fundamento pela defesa da vítima.

Filho suspeito

A Polícia Civil também prendeu Maykon Douglas de Oliveira, filho de Cléber, como suspeito de envolvimento no crime. O porteiro do edifício foi convocado para prestar esclarecimentos devido a um hiato no sistema de monitoramento que coincidiu com o momento em que Daiane retornou ao subsolo.

Um elemento crucial para as investigações foi o hábito de Daiane de registrar seus deslocamentos em vídeo e enviar a uma amiga. O último registro, feito no subsolo do prédio, não chegou ao destinatário e serviu como prova técnica essencial para ligar o local ao desaparecimento da corretora.

Próximos passos

O corpo de Daiane foi encaminhado para perícia, devido ao estado avançado de decomposição. A polícia agora investiga o nível de envolvimento do filho do síndico e busca determinar se ele participou diretamente do homicídio ou apenas da ocultação do cadáver.

O caso segue sendo apurado pela Polícia Civil de Goiás.


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